segunda-feira, 14 de maio de 2012
DADOS DA IMPLANTAÇÃO E FUNCIONAMENTO DO AEE NAS REDES PÚBLICAS DE ENSINO DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO
Professor da Sala de Recursos Multifuncionais (SRM)
Município: São José do Rio Preto - SP
Escola: E.M. “Prof° Júlio de Faria e Souza Júnior”
Nome do Professor de AEE: Joslene Cibineli Scarpeto de Morais
A professora de AEE (Atendimento Educacional Especializado) antes de trabalhar nas salas de recursos multifuncionais (SRM) lecionou durante 14 anos em salas de aulas comuns como professora polivalente de Educação Básica I. Possui graduação em Letras, Especialização em Educação Especial e Literatura Brasileira, além de formação em Libras, Programa de Educação Inclusiva:direito à diversidade, Capacitação em Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade, Capacitação em Dislexia, entre outros.
Para a realização do AEE contamos nessa U. E. com um espaço adaptado que ainda não possui os mobiliários, equipamentos e recursos de uma SRM. Freqüentam a sala 2 alunos com deficiências múltiplas, 2 alunos com deficiência mental, 1 síndrome de down e 9 alunos sem diagnóstico determinado no horário inverso ao da escolarização regular, que são encaminhados pelos professores das salas de aulas comuns através de um documento denominado FOA ( Folha de Observação do Aluno).
O AEE trabalha em parceria com a família dos alunos e estabelece interlocução com os profissionais da área da saúde, quando isto se faz necessário. O plano de atendimento é individual para cada aluno, considerando suas peculiaridades e em toda sua execução precisa ser revisado e atualizado. O trabalho inicia-se com a coleta de dados sobre o aluno (dados pessoais e relato do professor), segue-se pela entrevista familiar e a avaliação desse aluno do ponto de vista cognitivo, social, afetivo, motor, familiar e outros. São traçadas ações para atender às necessidades desse aluno organizando os objetivos do plano, a freqüência, o tempo e a composição dos atendimentos; as adequações de materiais, a seleção de parcerias necessárias, a orientação à equipe escolar e o acompanhamento e registro dos resultados obtidos. No atendimento desenvolvemos programas de enriquecimento curricular, ensino de vida autônoma, orientação e mobilidade, adequação de materiais didáticos, utilização de recursos ópticos, de tecnologia assistiva, ensino de libras, braille, soroban, entre outros.
São José do Rio Preto regulamenta o AEE
A Secretaria Municipal de Educação, em consonância com o artigo 208, inciso III da
Constituição Federal, com os artigos 58, 59 e 60 da Lei Nº 9394/96 e com a Política Nacional de
Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva,
RESOLVE:
Artigo 1º - Fica instituído o Núcleo de Atendimento Educacional Especializado(NAEE) com a finalidade de
atender, no período inverso ao escolar, alunos com deficiência, transtorno global e altas habilidades/
superdotação.
As atividades a serem desenvolvidas pelos profissionais do NAEE são:
a) atendimento às crianças e adolescentes com deficiência, transtornos globais e altas habilidades/superdotação;
b) manifestação sobre as FOAs(Folha de Observação do Aluno)
encaminhadas pelas unidades escolares em que atuam ou outras
unidades escolares, conforme demanda;
c) avaliação pedagógica dos alunos encaminhados pelas FOAs, quando se fizer necessário;
d) elaboração de relatórios de atendimento semestrais;
e) preenchimento de Ficha Informativa de Aluno/NAEE;
f) preenchimento de Ficha de Registro de Atividades desenvolvidas pelos alunos;
g) arquivo do material produzido pelo aluno para subsídio dos estudos e avaliação;
h) atendimento às solicitações das unidades escolares para visita, apoio e acompanhamento junto
aos educadores que têm em sua sala de aula alunos com necessidades especiais, na região de sua
atuação;
i) atendimento de gestores e educadores que busquem auxílio na área da inclusão, relacionado às
necessidades pedagógicas do aluno em questão;
j) acompanhamento do trabalho intersetorial desenvolvido em sua região de atuação;
k) atividades na forma de HTPC, por 4(quatro) horas semanais desenvolvidas na sede da SME.
domingo, 6 de maio de 2012
O AEE para o aluno com Deficiência Múltipla
O papel da escola ao receber um aluno com DMU é o de incluir, acolher ao aluno que chega como pessoa real e única, tenha ele ou não deficiências. Ao professor do AEE faz-se necessário repensar a organização espacial da escola e da sala de aula, de modo a facilitar a mobilidade do aluno com surdocegueira e em seguida, fazer a coleta de dados com a família. A coleta de dados constitui-se na realização de entrevistas com a família e a professora, a observação do comportamento do aluno em diferentes contextos e a análise de laudos médicos. Recomenda-se solicitar à família uma avaliação clínica (condições do olho, habilidades visuais e refração) para verificar se há a necessidade de adaptações na iluminação. É preciso ainda, avaliar o aluno em relação à comunicação, adaptação e aprendizagem para observar suas necessidades e adaptações específicas.
Segundo a teoria de Van Dijk (1989) é necessário que a criança surdocega seja estimulada em atividades que envolvam movimento, ação, manipulação e exploração das condições presentes no ambiente, tendo como base o vínculo afetivo com o mediador. Van Dijk propõe ainda a estratégia co-ativa que ocorre mediante estimulação sensorial que inclui toques frequentes, tentativas de manter o contato visual, estimulação da participação em brincadeiras infantis, mobilidade conjunta com um adulto, união de atividades motoras entre o aluno e o mediador, o uso de formas diversificadas de comunicação (falas, gestos, sinais, objetos, entonação verbal e expressão facial) e considerar os interesses da criança. Através dessa abordagem, é possível amenizar a carência da natureza cognitiva exploratória e viabilizar as bases da aprendizagem.
No exercício do AEE, pude trabalhar com duas crianças com deficiências múltiplas, sendo uma portadora da síndrome de leigh em que tinha comprometimentos físicos, mentais e auditivos e uma outra com sequelas de meningite em que resultaram em perdas mentais, visuais e físicas. Em ambos os casos, a inserção do aluno nas classes regulares foi difícil, os alunos não tinham autonomia para com seus cuidados pessoais e nem na realização de quaisquer atividades propostas. A primeira luta foi conseguir uma acompanhamente (estagiária de apoio à inclusão) contratada especialmente para cuidar da higiene, alimentação e locomoção desses alunos e depois na descoberta das necessidades e potencialidades deles, pois como as reações se resumiam no olhar e no sorriso, era preciso estabelecer uma comunicação com as crianças e ainda estamos em caráter de introduzir objetos de referências e cartões em alto relevo. A maior dificuldade é a adaptação de materiais para serem realizados na sala de aula, porque a professora regular fornece o conteúdo a ser estudado pela turma para a professora do AEE que deve adaptá-lo ao aluno e então é necessário muito estudo e criatividade para pensarmos em algo que esse aluno possa fazer de acordo com suas possibilidades.
AUTISMO
O autismo é uma alteração cerebral, uma desordem que compromete o desenvolvimento psiconeurológico e afeta a capacidade da pessoa se comunicar, compreender e falar, afeta seu convivio social.
O autismo infantil é um transtorno do desenvolvimento que manifesta-se antes dos 3 anos de idade, e é mais comum em meninos que em meninas e não necessariamente é acompanhado de retardo mental pois existem casos de crianças que apresentam inteligência e fala intactas.
Existe também o Transtorno Invasivo do Desenvolvimento (TID) que difere do autismo infantil por evidenciar-se somente depois dos 3 anos de idade, referir-se a um desenvolvimento anormal e prejudicado e não preencher todos os critério de diagnóstico. O autismo atípico surge mais freqüentemente em indivíduos com deficiência mental profunda e em indivíduos com um grave transtorno específico do desenvolvimento da recepção da linguagem.
Por ainda não ter uma causa específica definida, é chamado de Síndrome (=conjunto de sintomas) e como em qualquer síndrome o grau de comprometimento pode variar do mais severo ao mais brando e atinge todas as classe sociais, em todo o mundo.
Leo Karnner foi o primeiro a classificar o autismo em 1943, logo após em 1944 Hans Asperger pesquisou e classificou a Síndrome de Asperger, um dos espectros mais conhecidos do Autismo.
HISTÓRIA - CONCEITO DO AUTISMO
Leo Kanner ( Psiquiatra austríaco radicado nos Estados Unidos. Nascido em 13 de junho de 1894, em Klekotow, Áustria e falecido em 4 de abril de 1981 ) e m 1943 publicou a obra que associou seu nome ao autismo "Autistic disturbances of affective contact", na revsta Nervous Children, número 2, páginas 217-250. Nela estudou e descreveu a condição de 11 crianças consideradas especiais, que tinham em comum "um isolamento extremo desde o início da vida e um desejo obsessivo pela preservação da rotina", denominando-as de "autistas".
Já existiram muitos questionamentos e hipoteses sobre origem do autismo. Uma delas era de que os pais poderiam ser culpados pelo extremo isom=lamento da criança, Então 1969 durante a primeira assembelia da National Society for Autistic Children (hoje Autism Society of America - ASA) , Leo Kanner absolve publicamente os pais de serem a causa do desenvolvimento da sindrome autistica em seus filhos. Ele continuou a ocupar-se de crianças com autismo por muito tempo, por isso voltou a sua primeira hipotese de que o autismo é um disturbio inato do desenvolvimento.
Em 1972 nos Estados Unidos é reconhecido o programa TEACCH – The Treatment and Education of Autistic and Related Communication Handicapped Children ( em português: Tratamento e Educação para Autistas e Crianças com Déficits Relacionados com a Comunicação) criado por Eric Schopler Professor de psicologia e diretor desse programa da Universidade da Carolina do Norte até 1994. Um dos pontos principais desse método é a colaboração entre equipe educadora e a família.
A partir de 1980 com a 3ª edicão do Manual Diagnóstico e Estatístico (DSM III) é introduzido o capitulo dedicado a Distúrbio Generalizado do Desenvolvimento no qual o autismo passa a estar.
SINTOMAS COMUNS
Conforme - ASA ( Autism Society of American). A maioria dos sintomas está presente nos primeiros anos de vida da criança variando em intensidade de mais severo a mais brando.
1. Dificuldade de relacionamento com outras crianças
2. Riso inapropriado
3. Pouco ou nenhum contato visual
4. Não quer ser tocado
5. Isolamento; modos arredios
6. Gira objetos
7. Cheira ou lambe os brinquedos, Inapropriada fixação em objetos
8. Perceptível hiperatividade ou extrema inatividade
9. Ausência de resposta aos métodos normais de ensino
10. Aparente insensibilidade à dor
11. Acessos de raiva - demonstra extrema aflição sem razão aparente
12. Procedimento com poses bizarras (fixar objeto ficando de cócoras; colocar-se de pé numa perna só; impedir a passagem por uma porta, somente liberando-a após tocar de uma determina maneira os alisares)
13. Ecolalia (repete palavras ou frases em lugar da linguagem normal)
14. Insistência em repetição, resistência à mudança de rotina
15. Age como se estivesse surdo
16. Dificuldade de comunicação em expressar necessidades - usa gesticular e apontar no lugar de palavras
17. Não tem real noção do perigo
18. Irregular habilidade motora - pode não querer chutar uma bola, mas pode arrumar blocos
COMPORTAMENTOS DO INDIVÍDUO COM AUTISMO
(Segundo a ASA)
USA AS PESSOAS COMO FERRAMENTAS
RESISTE A MUDANÇAS DE ROTINA
NÃO SE MISTURA COM OUTRAS CRIANÇAS
APEGO NÃO APROPRIADO A OBJETOS
NÃO MANTÉM CONTATO VISUAL
AGE COMO SE FOSSE SURDO
RESISTE AO APRENDIZADO
NÃO DEMONSTRA MEDO DE PERIGOS
RISOS E MOVIMENTOS NÃO APROPRIADOS
RESISTE AO CONTATO FÍSICO
ACENTUADA HIPERATIVIDADE FÍSICA
GIRA OBJETOS DE MANEIRA BIZARRA E PECULIAR
ÀS VEZES É AGRESSIVO E DESTRUTIVO
MODO E COMPORTAMENTO INDIFERENTE E ARREDIO
ALGUNS ESPECTROS DO AUTISMO
Ao conjunto de determinadas variações, chamamos de Espectro do Autismo, pois somam-se as características autísticas, outras específicas de cada grupo de outros sintomas.
Distúrbio Abrangente do Desenvolvimento
Autism - High Functioning, Asperger's Syndrome, PDD, PDD-NOS.\
CAUSAS DO AUTISMO
A causa específica, ainda é desconhecida mais há várias suspeitas de que pode compreender alguns desses fatores:
Influência Genética
Vírus
Toxinas e poluição.
desordenes metabólicos
Intolerância inmunologica
Infecções virais e grandes doses de antibioticos nos primeiros 3 anos.
SOBRE METAIS PESADOS - Uma das possíveis causas
Os seres vivos necessitam de pequenas quantidades de alguns desses metais, incluindo cobalto, cobre, manganês, molibdênio, vanádio, estrôncio, e zinco, para a realização de funções vitais no organismo. Porém níveis excessivos desses elementos podem ser extremamente tóxicos. Outros metais pesados como o chumbo e cádmio e o mercúrio já citado antes, não possuem nenhuma função dentro dos organismos e a sua acumulação pode provocar graves doenças, sobretudo nos mamíferos.
Quando lançados como resíduos industriais, na água, no solo ou no ar, esses elementos podem ser absorvidos pelos vegetais e animais das proximidades, provocando graves intoxicações ao longo da cadeia alimentar.
A ingestão, inalação ou absorção pela pele, de metais pesados ou substâncias que componham o mesmo, pode resultar em situações como o autismo, atraso mental, doenças, cansaço ou o sindroma do Golfo.
Porém ainda que sendo apenas uma hipotése , ela não deixa de ter boas bases científicas e hoje os laboratórios começam a abandonar o uso do mercúrio como conservante, em parte devido à pressão da opinião pública.
Mesmo que esse seja o motivo para o autismo não é o único. Existem diversas substâncias que estamos a acostumados de certo modo e algumas nos são impostas no convívio social como tabaco, poluição (sobretudo os gases de escape dos automóveis e fábricas), álcool, vemos que estamos vivendo num mundo demasiado poluído e que pode agravar toda esta situação.
A Medicina Alternatica Complementar (CAM), portanto, pode ajudar pessoas com autismo. Ao verificar qual foi o dano causado no organismo (seja no sistema imunológico, alérgias ou outros problemas) e trabalhar na busca de uma solução, existem dietas, tratamentos farmacológicos e terapias que em conjunto podem auxiliar a solucionar ou amenizar situações graves. E todo e qualquer tratamento iniciado precocemente terá melhores resultados.
terça-feira, 1 de maio de 2012
SITES EDUCATIVOS
ATIVIDADES EDUCATIVAS
O que é: Como o próprio nome diz, o site Atividades Educativas (http://www.atividadeseducativas.com.br/) reúne diversas atividades educativas para crianças e adolescentes. Aproxima-se de uma enciclopédia interativa, abordando assuntos para diferentes idades, inclusive temas relacionados à educação especial.
Para quem: O site é recomendado para todas as idades. Crianças a partir dos 9 anos podem navegar de forma autônoma e explorar bem seus recursos. Crianças menores devem ter o apoio de um adulto para ajudá-las a navegar pelo ambiente.
Não perca: A lista de jogos mais populares do site. Há atividades para todas as faixas etárias.
Palavra da especialista: "É um site que mescla diferentes informações, conhecimentos e atividades que podem prender a atenção de crianças e jovens por um bom tempo, estimulando a aquisição de novos conhecimentos", avalia Luciana Allan, do Instituto Crescer para a Cidadania.
BRINQUE BOOK
O que é: Além de oferecer passatempos para colorir e jogar, o site da editora Brinque Book (http://www.brinquebook.com.br/) abre espaço para os livros educativos. O internauta pode conhecer também um pouco mais da história dos escritores e ilustradores dos livros infantis em um dos canais do site.
Para quem: Mais voltado a professores, o site tem jogos que podem ser aproveitados por crianças a partir dos 5 anos. Crianças que já sabem ler podem aproveitar mais os resumos dos livros.
Não perca: A seção de papéis de parede oferece belas ilustrações dos livros da editora para deixar a área de trabalho do computador mais bonita e divertida para o seu filho.
Palavra da especialista: "Além das atividades, o site é indicado para que os alunos leiam os resumos dos livros e escolham os que lhe parecerem mais interessantes", avalia Adriana Bruno, da UFJF.
CLUBE PENGUIN
O que é: No site da Disney (http://www.clubpenguin.com/pt/), a criança assume a forma de um pinguim avatar colorido e participa de uma série de atividades. Não há anúncios publicitários de terceiros e não é preciso pagar nada para jogar, embora o acesso a algumas atividades requeira uma assinatura. O site oferece segurança para os pais, pois as crianças só podem começar a brincar depois de ter o cadastro autorizado por um adulto.
Para quem: Crianças de 7 a 10 anos, que já dominem a leitura.
Não perca: A possibilidade de participar efetivamente do site, enviando desenhos e fotos.
Palavra da especialista: "Como o site requer muita leitura, é ideal para crianças que já têm essa habilidade. Caso contrário, a criança precisará estar acompanhada de um adulto", analisa a professora da Faculdade de Educação da PUC-SP Maria Ângela Barbato Carneiro.
COCORICÓ
O que é: O site da série Cocoricó, (http://www.tvcultura.com.br/cocorico) da TV Cultura, é simples, colorido e educativo. Oferece jogos, pinturas para colorir, quebra-cabeças, entre outras atividades. A linguagem é simples e clara.
Para quem: As crianças entre os 5 e os 8 anos são as que mais aproveitarão o conteúdo do site.
Não perca: O Jogo das Sete Diferenças, que tem três níveis de dificuldade, adaptado para diferentes faixas etárias.
(http://www.tvcultura.com.br/cocorico/jogos.html)
Palavra da especialista: "Recomendo muito esse site. Ele é bem planejado e atinge o objetivo de entreter e informar de forma pedagógica. Oferece quadros em vídeos para ensinar, por exemplo, a prevenir acidentes. Com uma linguagem simples e a partir da identificação com os personagens, a página presta um grande serviço a todos", analisa Melina Veiga, do Centro Universitário UniÍtalo e do Colégio Santa Marcelina.
DISCOVERY KIDS BRASIL
O que é: O site do canal Discovery Kids (http://www.discoverykidsbrasil.com/) tem vídeos jogos, atividades e concursos que envolvem os personagens dos desenhos animados do canal. Há também uma seção para pais, com enquete, artigos e propostas de atividades para desenvolver a motricidade das crianças.
Para quem: Assim como o canal, o site tem atividades para crianças de 0 a 6 anos. Mas, como há muita leitura, é importante que os pais naveguem junto com o filho.
Não perca: Os vídeos educativos. Há uma série interessante que explica conceitos opostos, como juntos/separados, longe/perto e embaixo/em cima.
Palavra da especialista: "O site tem entre suas principais qualidades o fato de não apelar ao consumo de produtos", segundo a professora da Faculdade de Educação da PUC-SP Maria Ângela Barbato Carneiro.
EARTH CAM FOR KIDS
O que é: Em inglês, o site Earth Cam for Kids (http://www.earthcamforkids.com/) reúne imagens de câmeras espalhadas pelo mundo. Há desde câmeras em aquários e zoológicos até em escolas e universidades.
Para quem: Ideal para crianças e adolescentes a partir dos 10 anos que já estudam inglês.
Não perca: As câmeras dos zoológicos, que mostram animais das mais diferentes espécies ao vivo.
Palavra da especialista: "O site é muito interessante, mas a necessidade de saber inglês cria uma dependência dos mais velhos", afirma a professora da Faculdade de Educação da PUC-SP Maria Ângela Barbato Carneiro.
ECOKIDS
O que é: O site EcoKids (http://www2.uol.com.br/ecokids/index.htm) traz dicas de como preservar o meio ambiente e também exemplos de atitudes prejudiciais ao ecossistema. Os pequenos também encontram na página jogos que envolvem boas maneiras ambientais e até um espaço onde podem conhecer os elementos urbanos que compõem uma cidade.
Para quem: Direcionado à faixa etária da Educação Infantil e anos iniciais do Ensino Fundamental.
Não perca: As brincadeiras simples que conscientizam desde a infância sobre a importância de preservar a natureza, como o Jogo da Memória, as Receitinhas e os Torpedinhos.
(http://www2.uol.com.br/ecokids/jogos.htm) (http://www2.uol.com.br/ecokids/receitin.htm) (http://www2.uol.com.br/ecokids/torpedin.htm)
Palavra da especialista: "Combinando informação relevante com atividades lúdicas, o site incentiva um trabalho colaborativo entre família e escola voltado à educação ambiental", afirma Helena Cortês, professora da Faculdade de Educação da PUC-RS.
GUIA DO ESTUDANTE
O que é: O site do GUIA DO ESTUDANTE (http://guiadoestudante.abril.com.br/) tem dicas de cursos, faculdades e até empregos. A página, como o próprio nome diz, se propõe a ser um guia com possibilidades e alternativas de estudo, estágio e trabalho para adolescentes e jovens.
Para quem: Voltado para alunos do ensino médio e para aqueles que já ingressaram na faculdade.
(http://guiadoestudante.abril.com.br/jogos/guia-estudante-galaxias-488650.shtml)
Não perca: O Guia do Estudante das Galáxias é um jogo que prepara os estudantes para o Enem de forma lúdica e divertida.
Palavra da especialista: "O Guia do Estudante é indicado não apenas para jovens. O site constitui indiscutivelmente uma referência séria e fidedigna, em termos da área abrangida, devendo ser indicado/acessado também pela família e pela escola", analisa Para Helena Cortês, professora da Faculdade de Educação da PUC-RS.
GUIA DOS CURIOSOS
O que é: O site do Guia dos Curiosos, (http://www.guiadoscuriosos.com.br/) de autoria do jornalista Marcelo Duarte, traz curiosidades sobre todas as áreas do conhecimento.
Para quem: Mais interessante para pré-adolescentes e adolescentes.
Não perca: Na seção Listas, há desde uma lista de crianças prodígio até uma de ganhadores do prêmio Nobel da Paz.
Palavra da especialista: "Combina informação (por conta disso, nem sempre relevante...), com o saudável entretenimento decorrente de uma leitura leve e descompromissada, o que deve ser sempre recomendado, em meio do atribulado cotidiano da vida atual", avalia a professora Helena Cortês, da Faculdade de Educação da PUC-RS.
JOGOS EDUCATIVOS
O que é: O site Jogos Educativos (http://jogoseducativos.jogosja.com/) reúne uma série de joguinhos que proporcionam uma interação saudável da criança com o computador.
Para quem: Ideal para crianças na faixa dos 5 anos.
Não perca: O Jogo do Alfabeto (http://jogoseducativos.jogosja.com/jogos-educativos-alfabeto.aspx), em que, a partir da forma das letras, as crianças devem montar um quebra-cabeça.
Palavra da especialista: "O site tem uma proposta educativa interessante. Alguns dos jogos não têm o enfoque das disciplinas, mas são coloridos e interessantes para formação do raciocínio lógico da criança e aquisição da linguagem escrita e tecnológica", afirma Adriana Bruno, da UFJF.
LIVRO CLIP
O que é: O site Livro Clip (http://www.livroclip.com.br/) traz informações sobre livros, incluindo animações sobre as obras, trechos, biografia do autor e uma seção que transforma o livro em material pedagógico para uso dos professores em salas de aula do ensino fundamental, médio e superior.
Para quem: Adolescentes de 14 a 18 anos são os que mais aproveitarão o conteúdo do site.
Não perca: As animações sobre as obras, que podem ser postadas em outros sites e blogs.
Palavra da especialista: Para Luciana Allan, do Instituto Crescer para a Cidadania, o site "pode ser uma boa fonte de referência para mais informações sobre importantes obras da literatura, assim como sugestões de atividades para os professores".
MÁQUINA DE QUADRINHOS DA TURMA DA MÔNICA
O que é: O Máquina de Quadrinhos (http://www.maquinadequadrinhos.com.br/) da Turma da Mônica é o 1º editor online de histórias em quadrinhos do Brasil. No site, fãs de todas as idades podem criar suas próprias histórias, usando personagens, cenários, objetos e balões do universo da Turma da Mônica. As histórias são avaliadas pelos visitantes da página, e as melhores poderão até ser publicadas nas revistas da Turma da Mônica.
Para quem: É indicado para crianças de 4 a 12 anos.
Não perca: A possibilidade de fazer os próprios quadrinhos.
Palavra da especialista: "O site desenvolve a criatividade das crianças. Ele estimula a produção de textos e publica as histórias produzidas pelas crianças, depois de aprovadas pela equipe do site. Caso a publicação não seja imediata, as crianças interagem com a equipe e melhoram suas histórias, sendo uma atividade de aprendizagem", diz Luciana Allan, diretora técnica do Instituto Crescer para a Cidadania.
MENINO MALUQUINHO
O que é: Lúdico e criativo, nesse site Menino Maluquinho (http://www.meninomaluquinho.com.br/) o foco não são os jogos. Também presentes, ficam no canal 'Mais', sem grande foco, apesar de educativos. No site do Menino Maluquinho, alternativas como tirinhas, frases, piadas e histórias são os principais atrativos, que atraem os mais novos com o seu design interativo.
Para quem: Recomendado para crianças de 7 a 11 anos.
Não perca: As tirinhas. Cada dia, há uma tirinha diferente.
Palavra da especialista: "O uso do som é ótimo, auxilia a participação de crianças menores", diz a professora da Faculdade de Educação da PUC-SP Maria Ângela Barbato Carneiro.
MOSAICO.EDU
O que é: O site português Mosaico.Edu (http://www.cercifaf.org.pt/mosaico.edu) tem alguns jogos relacionados às disciplinas e outros que visam desenvolver a coordenação motora por meio de jogos sem contexto disciplinar.
Para quem: Recomendado para crianças entre 6 e 8 anos.
Não perca: As atividades de pintura virtual, ideais para crianças mais novinhas.
Palavra da especialista: "Muito interessante a forma como são divididas as pastas para as atividades, por grau de complexidade: desenhos simples, com os nomes de animais etc. Além disso, as crianças gostam e se identificam com o layout", afirma Melina Veiga, do Centro Universitário UniÍtalo e do Colégio Santa Marcelina.
NOVA ESCOLA
O que é: O site da revista NOVA ESCOLA (http://revistaescola.abril.com.br/) é voltado para professores, mas tem também conteúdo que pode ser aproveitado por crianças e adolescentes, como as dicas de estudos e os jogos de matemática.
Para quem: O site pode ser aproveitado principalmente por crianças na faixa de 7 a 10 anos.
Não perca: A seção "Na Dúvida" é cheia de perguntas e respostas, que podem satisfazer a curiosidade, principalmente de pré-adolescentes e adolescentes.
Palavra da especialista: "Um dos pontos mais interessantes do site é a forma de organização das informações: cada disciplina tem sua página, com fundamentos e suas práticas pedagógicas, com dicas de jogos no próprio site, vídeos e podcasts", diz Adriana Bruno, da UFJF.
ORISINAL
O que é: O site Orisinal (http://www.ferryhalim.com/orisinal/) reúne, em inglês, uma série de joguinhos e passatempos, ideais para momentos livres e de lazer das crianças.
Para quem: Indicado para crianças a partir de 6 anos, pois os jogos exigem controle do mouse.
Não perca: A possibilidade de jogar e se divertir com o seu filho.
Palavra da especialista: "As atividades do site desenvolvem a coordenação motora fina e a aquisição do controle do mouse". Segundo Melina Veiga, especialista em Tecnologias Interativas Aplicadas à Educação e professora do Centro Universitário UniÍtalo e do Colégio Santa Marcelina. Mas é preciso atenção: Como as regras aparecem em inglês, é preciso ter um adulto por perto, pelo menos na primeira vez.
PEQUENO ARTISTA
(http://www.pequenoartista.com.br/pa/default.aspx)
O que é: A página Pequeno Artista é um espaço aberto para crianças e pré-adolescentes enviarem pinturas, poesias e até piadas de própria autoria e participarem de concursos. No site, também há jogos educativos, dicas de livros e de filmes infantis.
Para quem: O site é recomendado para crianças e adolescentes na faixa dos 8 aos 12 anos.
Não perca: Crianças e adultos podem enviar as suas contribuições para o site.
Palavra da especialista: "O site estimula as crianças a produzirem textos e publicá-los", afirma Luciana Allan, diretora técnica do Instituto Crescer para a Cidadania.
PINTORES FAMOSOS
O que é: O site Pintores Famosos (http://www.pintoresfamosos.com.br/) conta com a biografia de 37 pintores mundialmente famosos, abordando não apenas os fatos marcantes da vida de cada um, mas principalmente como se desenvolveram suas obras, relacionando-as com outros artistas do mesmo período. Ao lado do texto, há fotos de obras que ilustram o trabalho do artista.
Para quem: Pode ser utilizado por crianças a partir de 8 anos, pois a linguagem é bastante simples.
Não perca: As biografias de grandes pintores brasileiros, como Di Cavalcanti, Giovanni Oppido, Portinari e Tarsila do Amaral.
Palavra da especialista: "O site é indicado para pesquisas iniciais, porque o texto escrito de forma objetiva auxilia nos processos investigativos comumente solicitados em ambientes escolares", avalia Adriana Bruno, professora da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).
Q DIVERTIDO
O que é: A proposta do site Q Divertido (http://www.qdivertido.com.br/) é levar às crianças informação de qualidade e divertimento. A página tem desde artigos e contos até receitas simples que podem ser executadas pelos pequenos.
Para quem: Recomendado para crianças de 3 a 9 anos.
Não perca: As histórias infantis e receitas que podem ser feitas com as crianças.
Palavra da especialista: "O site é interessante para crianças e adultos.Pais e educadores podem usufruir das crônicas, contos e receitas em atividades com as crianças", sugere Luciana Allan, do Instituto Crescer para a Cidadania.
RECREIO
O que é: O site da revista RECREIO (http://recreionline.abril.com.br/) oferece às crianças cinco canais com diferentes atividades interativas. Entre jogos e atividades artísticas - que o pequeno internauta pode fazer sozinho para se divertir -, ele também pode testar e aprimorar os conhecimentos sobre ciência, história e artes no item "Fique por Dentro".
Para quem: Indicado para uma faixa etária ampla, ele pode atrair, em especial, as crianças das séries iniciais do Ensino Fundamental.
Não perca: Na seção Atividades (http://recreionline.abril.com.br/atividades/), a criança encontra sugestões de diversas brincadeiras temáticas que podem ser feitas longe do computador. Há atividades como mágicas e arte com sucata.
Palavra da especialista: "O site é pedagogicamente recomendável. A página constitui uma rica sugestão para uma 'navegação familiar', junto com a criança, revelando-se, ao mesmo tempo, um repositório de atividades passíveis de aproveitamento pelo professor, em sala de aula.", diz Helena Cortês, professora da Faculdade de Educação da PUC-RS.
RUTH ROCHA
O que é: A página da escritora Ruth Rocha, (http://www2.uol.com.br/ruthrocha) especializada em orientação educacional e literatura infantil, contém algumas atividades interativas sobre leitura. Também estão disponíveis no site as capas das obras da escritora e algumas fotos que permitem ao internauta conhecer um pouco mais sobre a vida de Ruth Rocha.
Para quem: O site é recomendado para crianças de 5 a 7 anos.
Não perca: Há um bom número de histórias infantis disponíveis, inclusive alguns contos da escritora narrados por ela mesma, e algumas canções do grupo Palavra Cantada.
Palavra da especialista: "O site pode ser um bom passatempo para pais e filhos. É uma pena que sejam poucas atividades, fazendo com que seja explorado rápido demais", avalia Luciana Allan, diretora técnica do Instituto Crescer para a Cidadania.
domingo, 30 de janeiro de 2011
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
LIVRO DE CELSO ANTUNES
Celso Antunes destaca neste livro que o professor bonzinho, permissivo, perde sua identidade como pessoa. Podemos ser amigos, compreensivos, mas o limite deve ser bem claro, bem definido e a preocupação em acompanhar o processo de construção do conhecimento dos alunos deve ser efetiva.
Na sala de aula a conversa entre os alunos é inevitável; é impossível ficar ao lado dos amigos sem conversar; o que devemos fazer é aproveitar essa conversa como instrumento para um trabalho pedagógico, aprender a ser um administrador de conversas, expositor de desafios, instigador de perguntas. O autor alerta que devemos tomar cuidado com o silêncio humano. Este esconde muitas vezes problemas emocionais ou disfunções agudas.
Ao ensinar, é fundamental que o professor peça aos seus alunos que opinem, sugiram, contem coisas de seu eu e de seu mundo. Jamais matar a curiosidade apresentando rapidamente a resposta; faça-os buscar pelos caminhos da pesquisa, pela reflexão do debate. E nunca se esqueça de levar para a sala de aula o sorriso, a boa educação (polidez) e o bom senso.
Com alunos difíceis, ou seja, aqueles que não querem nada com a aula, procurem não se exasperar, dar broncas. Após o final da aula chame esse aluno para conversar; faça-o descobrir que você quer ajudá-lo.
Diálogo, polidez e bom humor são aliados incondicionais para o bom relacionamento entre professores e alunos em sala de aula.
Existem algumas idéias levantadas por Celso Antunes que podem auxiliar os professores em seu dia a dia, obtendo assim maior prazer e sucesso no seu trabalho. Vamos a eles:
• Definir de forma clara e cristalina as regras disciplinares.
• Estabelecer canais límpidos de comunicação entre os alunos, diretores, pais, orientadores e professores.
• Assiduidade e pontualidade.
• Associar o conhecimento novo aos saberes que os alunos possuem.
• Preparar de maneira cuidadosa a aula.
• Traçar um projeto de atividades anuais, dividindo suas etapas semana após semana.
• Estabelecer, se possível em consenso com a classe, os limites desejáveis das condutas e cobrá-los sempre de maneira imediata e coerente.
• Entrar em sala e, sem demora, iniciar a aula.
• Cobrar, com firmeza, mas sempre com bom humor (quando possível), a colaboração de todos e ser um árbitro sereno no cumprimento das regras de conduta consensualizadas com a classe.
• Falar com expressividade e clareza.
• Iniciar os trabalhos com um plano de aula simples, mas objetivo e coerente.
• Movimentar-se todo o tempo, manter-se alerta a todos e também a todas as ocorrências.
• Mostrar sempre disposição para manter a calma e a serenidade, mesmo em situações mais difíceis.
• Saber dar a devida importância ao tom de voz empregado e estudar a linguagem gestual.
• Jamais comparar-se a qualquer colega. Nunca comparar um aluno ou uma classe com outra.
• Distribuir com uniformidade, serenidade e justiça a atenção de todos.
• Analisar com calma as razões que podem levar alunos ao desinteresse ou a indisciplina e discutir, particularmente com os mesmos essa postura.
• Conhecer diferentes estratégias de ensino, jogos operatórios, técnicas de ensino e aprendizagem.
• Possuir projetos de avaliação claros e explícitos.
• Manter atualizados seus registros e suas notas.
• Cumprir com integridade tudo quanto prometeu.
Ensinar utilizando diferentes recursos e estratégias para despertar a curiosidade e incentivar os alunos em sala de aula e projetos é eficiente medida contra a indisciplina.
• Fazer das perguntas uma eficiente ferramenta de aprendizagem.
• Não se desgastar ensinando aos alunos tudo aquilo que sozinhos eles podem aprender.
• Estimular o aluno para interpretar o aprendizado usando diferentes habilidades.
• Ensinar seus alunos a leitura dos saberes que se encontram em diferentes linguagens.
• Saber delegar aos alunos tarefas e funções junto à classe que explorem capacidades de aprender e de aprendizagem.
• Fazer revisões periódicas daquilo que foi aprendido.
• Organizar de forma eficaz, na medida dos possível em consenso com os alunos, o espaço da sala de aula e a disposição dos lugares de cada um.
• Cuidar da sua apresentação, dignificando a importância e até o sentido do ato pedagógico.
• Mostrar atenção aos problemas dos alunos.
• Concluir a aula de maneira amistosa e bem-humorada.
É importante destacar que os passos sugeridos costumam ajudar a resolver parte expressiva dos problemas disciplinares; mas não os eliminam por completo. A continuidade de aplicação dos procedimentos é que pode garantir a perenidade dos bons comportamentos, da participação dos estudantes nas aulas, o debate em torno das idéias e conteúdos trabalhados,...
Para concluir, o professor precisa ser amigo dos alunos, companheiro e compreensivo, ter a mentalidade aberta e acompanhar o processo de construção do conhecimento, atuando como agente entre os objetos do saber e a aprendizagem e ter a certeza de que, quem educa semeia um futuro melhor...
Na sala de aula a conversa entre os alunos é inevitável; é impossível ficar ao lado dos amigos sem conversar; o que devemos fazer é aproveitar essa conversa como instrumento para um trabalho pedagógico, aprender a ser um administrador de conversas, expositor de desafios, instigador de perguntas. O autor alerta que devemos tomar cuidado com o silêncio humano. Este esconde muitas vezes problemas emocionais ou disfunções agudas.
Ao ensinar, é fundamental que o professor peça aos seus alunos que opinem, sugiram, contem coisas de seu eu e de seu mundo. Jamais matar a curiosidade apresentando rapidamente a resposta; faça-os buscar pelos caminhos da pesquisa, pela reflexão do debate. E nunca se esqueça de levar para a sala de aula o sorriso, a boa educação (polidez) e o bom senso.
Com alunos difíceis, ou seja, aqueles que não querem nada com a aula, procurem não se exasperar, dar broncas. Após o final da aula chame esse aluno para conversar; faça-o descobrir que você quer ajudá-lo.
Diálogo, polidez e bom humor são aliados incondicionais para o bom relacionamento entre professores e alunos em sala de aula.
Existem algumas idéias levantadas por Celso Antunes que podem auxiliar os professores em seu dia a dia, obtendo assim maior prazer e sucesso no seu trabalho. Vamos a eles:
• Definir de forma clara e cristalina as regras disciplinares.
• Estabelecer canais límpidos de comunicação entre os alunos, diretores, pais, orientadores e professores.
• Assiduidade e pontualidade.
• Associar o conhecimento novo aos saberes que os alunos possuem.
• Preparar de maneira cuidadosa a aula.
• Traçar um projeto de atividades anuais, dividindo suas etapas semana após semana.
• Estabelecer, se possível em consenso com a classe, os limites desejáveis das condutas e cobrá-los sempre de maneira imediata e coerente.
• Entrar em sala e, sem demora, iniciar a aula.
• Cobrar, com firmeza, mas sempre com bom humor (quando possível), a colaboração de todos e ser um árbitro sereno no cumprimento das regras de conduta consensualizadas com a classe.
• Falar com expressividade e clareza.
• Iniciar os trabalhos com um plano de aula simples, mas objetivo e coerente.
• Movimentar-se todo o tempo, manter-se alerta a todos e também a todas as ocorrências.
• Mostrar sempre disposição para manter a calma e a serenidade, mesmo em situações mais difíceis.
• Saber dar a devida importância ao tom de voz empregado e estudar a linguagem gestual.
• Jamais comparar-se a qualquer colega. Nunca comparar um aluno ou uma classe com outra.
• Distribuir com uniformidade, serenidade e justiça a atenção de todos.
• Analisar com calma as razões que podem levar alunos ao desinteresse ou a indisciplina e discutir, particularmente com os mesmos essa postura.
• Conhecer diferentes estratégias de ensino, jogos operatórios, técnicas de ensino e aprendizagem.
• Possuir projetos de avaliação claros e explícitos.
• Manter atualizados seus registros e suas notas.
• Cumprir com integridade tudo quanto prometeu.
Ensinar utilizando diferentes recursos e estratégias para despertar a curiosidade e incentivar os alunos em sala de aula e projetos é eficiente medida contra a indisciplina.
• Fazer das perguntas uma eficiente ferramenta de aprendizagem.
• Não se desgastar ensinando aos alunos tudo aquilo que sozinhos eles podem aprender.
• Estimular o aluno para interpretar o aprendizado usando diferentes habilidades.
• Ensinar seus alunos a leitura dos saberes que se encontram em diferentes linguagens.
• Saber delegar aos alunos tarefas e funções junto à classe que explorem capacidades de aprender e de aprendizagem.
• Fazer revisões periódicas daquilo que foi aprendido.
• Organizar de forma eficaz, na medida dos possível em consenso com os alunos, o espaço da sala de aula e a disposição dos lugares de cada um.
• Cuidar da sua apresentação, dignificando a importância e até o sentido do ato pedagógico.
• Mostrar atenção aos problemas dos alunos.
• Concluir a aula de maneira amistosa e bem-humorada.
É importante destacar que os passos sugeridos costumam ajudar a resolver parte expressiva dos problemas disciplinares; mas não os eliminam por completo. A continuidade de aplicação dos procedimentos é que pode garantir a perenidade dos bons comportamentos, da participação dos estudantes nas aulas, o debate em torno das idéias e conteúdos trabalhados,...
Para concluir, o professor precisa ser amigo dos alunos, companheiro e compreensivo, ter a mentalidade aberta e acompanhar o processo de construção do conhecimento, atuando como agente entre os objetos do saber e a aprendizagem e ter a certeza de que, quem educa semeia um futuro melhor...
EDUCAÇÃO ESPECIAL
1. Educação Especial: O que é?
A Educação Especial é uma modalidade de ensino que perpassa todos os níveis de ensino da educação básica e superior.
2. Educação Especial: Para quem ?
Para Alunos com:deficiência física, deficiência mental , surdez , cegueira e baixa visão surdocegueira , transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades .
3. Educação Especial: atuação nas escolas
a. Oferece o Atendimento Educacional Especializado (AEE)
b. Identifica as necessidades de alunos com deficiência, com altas habilidades e com transtornos gerais do desenvolvimento;
c. Elabora plano de atuação de atuação de AEE propondo serviços e recursos de acessibilidade ao conhecimento;
d. Produz material: transcreve, adapta, confecciona, amplia, grava, de acordo com as necessidades dos alunos;
e. Adquire e identifica materiais , como software , recursos e equipamentos tecnológicos, mobiliário, recursos ópticos, dicionários e outros;
f. Acompanha o uso dos materiais na sala de aula do ensino regular freqüentada pelo aluno: verifica a funcionalidade e a aplicabilidade, os efeitos, possibilidades, limites, distorções do uso na sala de aula, na escola e na casa do aluno;
g. Orienta professores do ensino regular e famílias dos alunos a utilizar materiais e recursos;
h. Promove formação continuada para os professores do AEE, para os professores do ensino comum e para a comunidade escolar em geral.
4. Profissionais que atuam na Educação Especial
a. Professor especializado da Sala de Recurso Multifuncional
b. Professor de LIBRAS
c. Professor em LIBRAS
d. Professor de Português, como segunda língua de alunos com surdez
e. Professor especializado do Centro de Apoio Pedagógico para Atendimento à Deficiência Visual (CAP)
f. Revisor Braille
5. Formação do profissional que atua na Educação Especial
a. Formação inicial de professor comum
b. Conhecimentos específicos de Educação Especial, adquiridos em formação continuada na área
6. Atendimento Educacional Especializado (AEE ) O que é o AEE ?
a. Um serviço da Educação Especial que identifica , elabora e organiza recursos pedagógicos e de acessibilidade que eliminem as barreiras para a plena participação dos alunos, considerando as suas necessidades específicas.
b. O AEE complementa e/ou suplementa a formação do aluno com vistas à autonomia e independência na escola comum e fora dela.
7. O que faz o AEE?
a. Apóia o desenvolvimento do aluno com deficiência, transtornos gerais de desenvolvimento e altas habilidades;
b. Disponibiliza o ensino de linguagens e de códigos específicos de comunicação e sinalização;
c. Oferece tecnologia assistiva (TA);
d. Adequa e produz materiais didáticos e pedagógicos, tendo em vista as necessidades específicas dos alunos;
e. Acompanha o uso desses materiais e recursos em sala de aula, sem, contudo, interferir no ensino dos conteúdos curriculares.
8. AEE: quando e onde?
a. O AEE é realizado no período inverso ao da classe comum freqüentada pelo aluno;
b. Para maior benefício do aluno, esse serviço deve ser oferecido preferencialmente na própria escola que esse aluno freqüenta;
c. Há ainda a possibilidade de o AEE ser realizado em uma outra escola próxima ou em centros especializados em AEE, enquanto cada escola não tem o seu próprio serviço de AEE.
9. AEE em todas as etapas e modalidades da educação básica e do ensino superior
a. O AEE é organizado para suprir as necessidades de acesso ao conhecimento e à participação dos alunos com deficiência e dos demais que são público alvo da Educação Especial, nas turmas das escolas comuns;
b. Constitui oferta obrigatória dos sistemas de ensino, embora participar do AEE seja uma decisão do aluno e/ou de seus pais / responsáveis.
10. Conteúdos específicos da f ormação dos professores de AEE
a. LIBRAS
b. Língua Portuguesa para alunos com surdez
c. Sistema Braille
d. Informática aplicada à produção braille
e. Recursos tecnológicos e informática aplicada à deficiência visual(sintetizadores de voz, lupa eletrônica, magnificadores de tela para baixa visão)
f. Produção braille e adaptação de material impresso em tinta
g. Recursos ópticos e não ópticos para baixa visão.
h. Técnica de uso do sorobã
i. Adaptação de livros didáticos e de literatura para pessoas cegas
j. Avaliação funcional da visão
k. Orientação e mobilidade para pessoas cegas
l. Escrita cursiva, grafia do nome e assinatura em tinta para pessoas cegas
m. Tecnologia Assistiva: comunicação alternativa, informática acessível, materiais pedagógicos adaptados, mobiliário acessível.
n. Interpretação em LIBRAS
o. Instrutor de LIBRAS
p. Desenho universal
q. Comunicação para o aluno surdo-cego
r. Outras
11. Sala de Recursos Multifuncional
É um espaço organizado preferencialmente em escolas comuns das redes de ensino para a realização do AEE
12. O que pode ser aprendido nas salas de recursos multifuncionais?
Treinamento de recurso óptico Informática acessível Sistema Braille na máquina de escrever Língua Portuguesa escrita para pessoas com surdez Comunicação alternativa.
13. Centro de Apoio Pedagógico para Atendendimento às Pessoas com Deficiência Visual (CAP) O que é?
a. CAP é um centro com salas equipadas com computadores, impressora Braille e laser, fotocopiadora, gravador, circuito interno de TV, máquina de escrever em Braille.
b. Objetivo:
c. Produzir materiais didáticos e pedagógicos adequados aos alunos com cegueira e aos alunos com baixa visão .
14. AEE: produção de materiais Jogo cara a cara com texturas e contraste de cores Revisão do texto transcrito para o Braille Tesoura adaptada Material pedagógico para o ensino da Libras Livros didáticos e de literatura adaptados Pasta de comunicação
15. AEE: alguns equipamentos Impressora Braille Jogos com textura e contraste Cadeira de rodas Teclado adaptado Softwares para comunicação alternativa Acionadores
16. Importante O AEE tem objetivos e atividades que se diferenciam das realizadas em salas de aula de ensino comum. O AEE não é reforço escolar . A auxiliar de sala ou cuidadora não faz parte do quadro da Educação Especial, mas do Ensino Comum.
A Educação Especial é uma modalidade de ensino que perpassa todos os níveis de ensino da educação básica e superior.
2. Educação Especial: Para quem ?
Para Alunos com:deficiência física, deficiência mental , surdez , cegueira e baixa visão surdocegueira , transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades .
3. Educação Especial: atuação nas escolas
a. Oferece o Atendimento Educacional Especializado (AEE)
b. Identifica as necessidades de alunos com deficiência, com altas habilidades e com transtornos gerais do desenvolvimento;
c. Elabora plano de atuação de atuação de AEE propondo serviços e recursos de acessibilidade ao conhecimento;
d. Produz material: transcreve, adapta, confecciona, amplia, grava, de acordo com as necessidades dos alunos;
e. Adquire e identifica materiais , como software , recursos e equipamentos tecnológicos, mobiliário, recursos ópticos, dicionários e outros;
f. Acompanha o uso dos materiais na sala de aula do ensino regular freqüentada pelo aluno: verifica a funcionalidade e a aplicabilidade, os efeitos, possibilidades, limites, distorções do uso na sala de aula, na escola e na casa do aluno;
g. Orienta professores do ensino regular e famílias dos alunos a utilizar materiais e recursos;
h. Promove formação continuada para os professores do AEE, para os professores do ensino comum e para a comunidade escolar em geral.
4. Profissionais que atuam na Educação Especial
a. Professor especializado da Sala de Recurso Multifuncional
b. Professor de LIBRAS
c. Professor em LIBRAS
d. Professor de Português, como segunda língua de alunos com surdez
e. Professor especializado do Centro de Apoio Pedagógico para Atendimento à Deficiência Visual (CAP)
f. Revisor Braille
5. Formação do profissional que atua na Educação Especial
a. Formação inicial de professor comum
b. Conhecimentos específicos de Educação Especial, adquiridos em formação continuada na área
6. Atendimento Educacional Especializado (AEE ) O que é o AEE ?
a. Um serviço da Educação Especial que identifica , elabora e organiza recursos pedagógicos e de acessibilidade que eliminem as barreiras para a plena participação dos alunos, considerando as suas necessidades específicas.
b. O AEE complementa e/ou suplementa a formação do aluno com vistas à autonomia e independência na escola comum e fora dela.
7. O que faz o AEE?
a. Apóia o desenvolvimento do aluno com deficiência, transtornos gerais de desenvolvimento e altas habilidades;
b. Disponibiliza o ensino de linguagens e de códigos específicos de comunicação e sinalização;
c. Oferece tecnologia assistiva (TA);
d. Adequa e produz materiais didáticos e pedagógicos, tendo em vista as necessidades específicas dos alunos;
e. Acompanha o uso desses materiais e recursos em sala de aula, sem, contudo, interferir no ensino dos conteúdos curriculares.
8. AEE: quando e onde?
a. O AEE é realizado no período inverso ao da classe comum freqüentada pelo aluno;
b. Para maior benefício do aluno, esse serviço deve ser oferecido preferencialmente na própria escola que esse aluno freqüenta;
c. Há ainda a possibilidade de o AEE ser realizado em uma outra escola próxima ou em centros especializados em AEE, enquanto cada escola não tem o seu próprio serviço de AEE.
9. AEE em todas as etapas e modalidades da educação básica e do ensino superior
a. O AEE é organizado para suprir as necessidades de acesso ao conhecimento e à participação dos alunos com deficiência e dos demais que são público alvo da Educação Especial, nas turmas das escolas comuns;
b. Constitui oferta obrigatória dos sistemas de ensino, embora participar do AEE seja uma decisão do aluno e/ou de seus pais / responsáveis.
10. Conteúdos específicos da f ormação dos professores de AEE
a. LIBRAS
b. Língua Portuguesa para alunos com surdez
c. Sistema Braille
d. Informática aplicada à produção braille
e. Recursos tecnológicos e informática aplicada à deficiência visual(sintetizadores de voz, lupa eletrônica, magnificadores de tela para baixa visão)
f. Produção braille e adaptação de material impresso em tinta
g. Recursos ópticos e não ópticos para baixa visão.
h. Técnica de uso do sorobã
i. Adaptação de livros didáticos e de literatura para pessoas cegas
j. Avaliação funcional da visão
k. Orientação e mobilidade para pessoas cegas
l. Escrita cursiva, grafia do nome e assinatura em tinta para pessoas cegas
m. Tecnologia Assistiva: comunicação alternativa, informática acessível, materiais pedagógicos adaptados, mobiliário acessível.
n. Interpretação em LIBRAS
o. Instrutor de LIBRAS
p. Desenho universal
q. Comunicação para o aluno surdo-cego
r. Outras
11. Sala de Recursos Multifuncional
É um espaço organizado preferencialmente em escolas comuns das redes de ensino para a realização do AEE
12. O que pode ser aprendido nas salas de recursos multifuncionais?
Treinamento de recurso óptico Informática acessível Sistema Braille na máquina de escrever Língua Portuguesa escrita para pessoas com surdez Comunicação alternativa.
13. Centro de Apoio Pedagógico para Atendendimento às Pessoas com Deficiência Visual (CAP) O que é?
a. CAP é um centro com salas equipadas com computadores, impressora Braille e laser, fotocopiadora, gravador, circuito interno de TV, máquina de escrever em Braille.
b. Objetivo:
c. Produzir materiais didáticos e pedagógicos adequados aos alunos com cegueira e aos alunos com baixa visão .
14. AEE: produção de materiais Jogo cara a cara com texturas e contraste de cores Revisão do texto transcrito para o Braille Tesoura adaptada Material pedagógico para o ensino da Libras Livros didáticos e de literatura adaptados Pasta de comunicação
15. AEE: alguns equipamentos Impressora Braille Jogos com textura e contraste Cadeira de rodas Teclado adaptado Softwares para comunicação alternativa Acionadores
16. Importante O AEE tem objetivos e atividades que se diferenciam das realizadas em salas de aula de ensino comum. O AEE não é reforço escolar . A auxiliar de sala ou cuidadora não faz parte do quadro da Educação Especial, mas do Ensino Comum.
domingo, 7 de fevereiro de 2010
O PROFISSIONAL QUE TRABALHA COM AS DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM
A aprendizagem vai ocorrendo na estimulação do ambiente sobre o indivíduo maturo, onde, diante de uma situação/problema, se expressa uma mudança de comportamento, recebendo interferência de vários fatores – intelectual, psicomotor, físico, social e emocional. Enquanto transforma a realidade a sua volta, ele constrói a si mesmo, tecendo sua rede de saberes, a partir da qual irá interagir com o meio social, determinando suas ações, suas reações, enfim suas práticas sociais.
Desde o nascimento, o indivíduo faz parte de uma instituição social organizada – a família - e depois, ao longo da vida, integra outras instituições. Nessa interação vai se construindo uma rede de saberes, onde todos os membros da sociedade são parceiros possíveis, contribuindo cada um com seus conhecimentos, suas práticas, valores e crenças. Estas contribuições não são estáticas, se encontram em permanente mudança. Portanto, o conceito de rede de saberes constrói-se a partir do princípio de movimento, de articulação e de co-responsabilidade.
Nossa rede de conhecimentos vai se formando dentro de instituições e assim cada vez mais é necessário inserir a psicopedagogia para estudar como ocorrem as relações interpessoais nestes ambientes. Além da Escola, a Psicopedagogia está cada vez mais presente nos hospitais e empresas. Seu papel é analisar e assinalar os fatores que favorecem, intervêm ou prejudicam uma boa aprendizagem em uma instituição. Propõe e auxilia no desenvolvimento de projetos favoráveis às mudanças educacionais, visando evitar processos que conduzam as dificuldades da construção do conhecimento.
O Psicopedagogo é o profissional indicado para assessorar e esclarecer a escola a respeito de diversos aspectos do processo de ensino-aprendizagem e tem uma atuação preventiva. Na escola, o psicopedagogo poderá contribuir no esclarecimento de dificuldades de aprendizagem que não têm como causa apenas deficiências do aluno, mas que são consequências de problemas escolares, tais como:
Organização da instituição
Métodos de ensino
Relação professor/aluno
Linguagem do professor, dentre outros
Ele poderá atuar preventivamente junto aos professores:
Explicitando sobre habilidades, conceitos e princípios para que ocorra a aprendizagem
Trabalhando com a formação continuada dos professores
Na reflexão sobre currículos e projetos junto com a coordenação pedagógica
Atuando junto com a família/alunos que apresentam dificuldades de aprendizagem, apoiado em uma visão holística, levando-o a aprender a lidar com seu próprio modelo de aprendizagem, considerando que esses problemas podem ser derivados:
das suas estruturas cognitivas
de suas questões emocionais
da sua resistência em lidar com o novo
ou outra derivação que possa se apresentar.
Verônica P. López Gonçalves
Professora da Educação Infantil e do Curso Normal
Graduada em Pedagogia, pós-graduada em Psicopedagogia Clínico-Institucional
Desde o nascimento, o indivíduo faz parte de uma instituição social organizada – a família - e depois, ao longo da vida, integra outras instituições. Nessa interação vai se construindo uma rede de saberes, onde todos os membros da sociedade são parceiros possíveis, contribuindo cada um com seus conhecimentos, suas práticas, valores e crenças. Estas contribuições não são estáticas, se encontram em permanente mudança. Portanto, o conceito de rede de saberes constrói-se a partir do princípio de movimento, de articulação e de co-responsabilidade.
Nossa rede de conhecimentos vai se formando dentro de instituições e assim cada vez mais é necessário inserir a psicopedagogia para estudar como ocorrem as relações interpessoais nestes ambientes. Além da Escola, a Psicopedagogia está cada vez mais presente nos hospitais e empresas. Seu papel é analisar e assinalar os fatores que favorecem, intervêm ou prejudicam uma boa aprendizagem em uma instituição. Propõe e auxilia no desenvolvimento de projetos favoráveis às mudanças educacionais, visando evitar processos que conduzam as dificuldades da construção do conhecimento.
O Psicopedagogo é o profissional indicado para assessorar e esclarecer a escola a respeito de diversos aspectos do processo de ensino-aprendizagem e tem uma atuação preventiva. Na escola, o psicopedagogo poderá contribuir no esclarecimento de dificuldades de aprendizagem que não têm como causa apenas deficiências do aluno, mas que são consequências de problemas escolares, tais como:
Organização da instituição
Métodos de ensino
Relação professor/aluno
Linguagem do professor, dentre outros
Ele poderá atuar preventivamente junto aos professores:
Explicitando sobre habilidades, conceitos e princípios para que ocorra a aprendizagem
Trabalhando com a formação continuada dos professores
Na reflexão sobre currículos e projetos junto com a coordenação pedagógica
Atuando junto com a família/alunos que apresentam dificuldades de aprendizagem, apoiado em uma visão holística, levando-o a aprender a lidar com seu próprio modelo de aprendizagem, considerando que esses problemas podem ser derivados:
das suas estruturas cognitivas
de suas questões emocionais
da sua resistência em lidar com o novo
ou outra derivação que possa se apresentar.
Verônica P. López Gonçalves
Professora da Educação Infantil e do Curso Normal
Graduada em Pedagogia, pós-graduada em Psicopedagogia Clínico-Institucional
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Atividades para a Educação Infantil
SUGESTÕES DE ATIVIDADES PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL DA CRIANÇA COM DEFICIÊNCIA
• Explorar os objetos com mãos, pés, corpo, descobrindo sua textura e consistência
• Fazer uso de esquemas motores secundários: bater, puxar, sacudir, empurrar e levantar objetos de diferentes texturas e consistências
• Explorar os objetos, fazendo movimentos circulares com as mãos para reconhecer o formato e adquirir a noção do todo, associada à indicação visual
• Achar orifícios, detalhes, diferenças nos objetos, através da exploração visual ou tátil
• Oferecer objetos significativos como: talco, desodorante, xampu, embalagens, para reconhecimento e descoberta de uso e função
• Procurar objetos que caíram do lado, embaixo, na frente, atrás do corpo
• Propiciar experiências táteis e auditivas com objetos que façam o aluno sentir-se produtor do som ou do movimento: molas, canudos, bexigas
• Encaixar copos, latas, tampas, empilhar objetos de formatos e tamanhos diferentes, construir formas com esses objetos
• Oferecer objetos para reconhecimento e indicação do seu uso e função: telefone, escova, pente, sapato, carro, boneca, etc.
• Imitar ações e expressões
• Ajudar a descobrir as diferentes maneiras de usar os objetos. Por exemplo: colher serve para comer, sacola serve para colocar compras, brinquedos e roupas
• Explorar simultaneamente a forma, o tamanho e os detalhes dos objetos
• Vivenciar relações espaciais com o corpo e com objetos: entrar e sair de caixa, pneus, tubos
• Puxar, arrastar, empurrar objetos de tamanhos e peso diferentes
• Subir em caixas, cadeiras, mesa, banco, escadas, descobrindo as diferenças de altura, largura, profundidade
• Realizar movimentos atendendo ordens simples: abaixar, subir, pular
• Passar por dentro de arcos, de tubos, de cima para baixo, de baixo para cima, nomeando as posições
• Orientar-se em relação aos colegas: colocar-se à frente do colega na fila, às costas, ao lado
• Deslocar-se em direção ao som, em linha reta, fazendo o trajeto de ir e vir
• Posicionar-se em relação aos colegas, descobrindo pela voz, quem está perto e longe
• Descobrir objetos escondidos em diferentes posições, marcando com som quando está longe ou perto (está frio... está quente .... está esfriando.... está esquentando
• Orientar-se em relação a um objeto: colocar-se ao lado, dentro, fora, em cima
• Localizar e guardar objetos e brinquedos em armário
• Andar sobre cordas em linha reta: cordão de comprimentos diferentes
• Estabelecer sempre os mesmos horários e locais para a rotina desenvolvida, para que a criança possa antecipar, organizar-se e construir o mapa mental
• Vivenciar sequência de ações enfatizando o começo, o meio e o fim
• Andar em passos lentos/ rápidos com marcação rítmica do som
• Caminhar de acordo com duração de apito: curto/longo. Variar com tambor e chocalhos
• Descrever oralmente acontecimentos passados e futuros
• Realizar experiências enfatizando o antes e o depois
• Organizar caixas com sequência de atividades utilizando objetos que representam a ação que vai ser realizada, vivenciando o “agora, antes e depois”
• Familiarização da escola com sondagem do ambiente para identificar “pontos de referências e pistas”
• Utilizar brinquedos como pré-bengala (carrinho de boneca, cavalo de pau, raquete de tênis, etc) para localizar obstáculos
• Localizar janelas, portas e mobiliários da sala
• Caminhar entre os móveis e brinquedos em diferentes direções
• Caminhar no pátio, entre cordas paralelas, colocadas à altura da criança
• Caminhar entre obstáculos (construir caminhos, labirintos, com bloco de madeira, sacos de areia, etc)
• Informar ao aluno se as pessoas, os animais e os carros se aproximam ou se afastam do local comentando o que fazem
• Aproximar-se e afastar-se do aluno falando para que ele perceba se o professor ou colegas estão perto ou longe
• Sentir o calor do sol e os pingos da chuva
• Imitar movimentos e posições do corpo: caminhar, parar, abaixar, levantar, ajoelhar, engatinhar, flexionar braços, mãos e dedos
• Reconhecer objetos por semelhanças e diferenças, fazer pareação
• Separar massas, moedas, pedrinhas, descobrindo atributos semelhantes ou diferentes dos objetos
• Descrever as semelhanças entre os atributos
• Iniciar pequenas “coleções” com todas as crianças criando oportunidades de contagem
• Organizar “sacos surpresas” com objetos variados para que a criança verbalize os atributos desses objetos
• Fazer construções com objetos, sucatas grandes e pequenos
• Vestir e retirar roupas de bonecos de tamanhos diferentes
• Brincar com jogos simbólicos onde a criança vivencie várias situações do cotidiano mudando os papéis (feirinha, supermercado, escola, cabelereira, etc...)
• Preparar a mesa para o lanche, distribuindo os utensílios
• Preparar jogos como: memória com objetos e figuras (diferentes texturas)
• Realizar atividades que permitam à criança nomear objetos, pessoas, animais, plantas, etc...
• Participar de adivinhações simples ( o que é, o que é, através de pistas ou jogos orais)
• Criar histórias a partir de objetos concretos e fatos vividos e ajudar a criança a reproduzi-las
• Cantar músicas que descrevam ações e contenham gestos
• Planejar a rotina diária em conjunto, dando ênfase no que será feito ANTES e DEPOIS
• Fazer massinha de modelar
• Usando as mãos: passar manteiga no pão, torradas, descascar algumas frutas
• Descascar frutas e legumes e identificá-los através de atributos, semelhanças de tamanhos, cores, etc
• Identificar os diferentes tipos de alimentos durante a refeição
• Usar o guardanapo
• Identificar o direito e o avesso das roupas
• Lavar o rosto e pentear os cabelos
• Uso adequado do sanitário
• Aprender a assoar o nariz
• Brincar de tomar banho, ensaboar-se identificando as partes do corpo
• Abotoar e desabotoar botões, colchetes, primeiro em situações lúdicas como despir e vestir bonecos
• Brincadeiras de roda, jogos de tradições orais tais como: cantigas, parlendas, rimas, etc
• Brincadeiras de execução de ordens simples do tipo: O chefinho mandou colocar as mãos no pescoço, cotovelo, joelho, tornozelo, etc...
• Brincar de esconde-esconde onde a criança escondida será identificada por algumas pistas orais
• Jogos com rimas
• Elaborar brinquedos sonoros com sucatas, grãos, sementes
E na minha opinião:
- O professor pode indicar algumas destas sugestões para a família (uma forma de participação)
- Utilizar estas sugestões com as outras crianças (videntes), será gratificante para todos
- O professor pode pedir que as crianças auxiliem o deficiente visual em algumas atividades
A maioria dessas atividades foram extraídas do livro “O desenvolvimento Integral do portador de deficiência visual da Intervenção precoce a integração escolar" – Marilda Moraes Garcia Bruno
• Explorar os objetos com mãos, pés, corpo, descobrindo sua textura e consistência
• Fazer uso de esquemas motores secundários: bater, puxar, sacudir, empurrar e levantar objetos de diferentes texturas e consistências
• Explorar os objetos, fazendo movimentos circulares com as mãos para reconhecer o formato e adquirir a noção do todo, associada à indicação visual
• Achar orifícios, detalhes, diferenças nos objetos, através da exploração visual ou tátil
• Oferecer objetos significativos como: talco, desodorante, xampu, embalagens, para reconhecimento e descoberta de uso e função
• Procurar objetos que caíram do lado, embaixo, na frente, atrás do corpo
• Propiciar experiências táteis e auditivas com objetos que façam o aluno sentir-se produtor do som ou do movimento: molas, canudos, bexigas
• Encaixar copos, latas, tampas, empilhar objetos de formatos e tamanhos diferentes, construir formas com esses objetos
• Oferecer objetos para reconhecimento e indicação do seu uso e função: telefone, escova, pente, sapato, carro, boneca, etc.
• Imitar ações e expressões
• Ajudar a descobrir as diferentes maneiras de usar os objetos. Por exemplo: colher serve para comer, sacola serve para colocar compras, brinquedos e roupas
• Explorar simultaneamente a forma, o tamanho e os detalhes dos objetos
• Vivenciar relações espaciais com o corpo e com objetos: entrar e sair de caixa, pneus, tubos
• Puxar, arrastar, empurrar objetos de tamanhos e peso diferentes
• Subir em caixas, cadeiras, mesa, banco, escadas, descobrindo as diferenças de altura, largura, profundidade
• Realizar movimentos atendendo ordens simples: abaixar, subir, pular
• Passar por dentro de arcos, de tubos, de cima para baixo, de baixo para cima, nomeando as posições
• Orientar-se em relação aos colegas: colocar-se à frente do colega na fila, às costas, ao lado
• Deslocar-se em direção ao som, em linha reta, fazendo o trajeto de ir e vir
• Posicionar-se em relação aos colegas, descobrindo pela voz, quem está perto e longe
• Descobrir objetos escondidos em diferentes posições, marcando com som quando está longe ou perto (está frio... está quente .... está esfriando.... está esquentando
• Orientar-se em relação a um objeto: colocar-se ao lado, dentro, fora, em cima
• Localizar e guardar objetos e brinquedos em armário
• Andar sobre cordas em linha reta: cordão de comprimentos diferentes
• Estabelecer sempre os mesmos horários e locais para a rotina desenvolvida, para que a criança possa antecipar, organizar-se e construir o mapa mental
• Vivenciar sequência de ações enfatizando o começo, o meio e o fim
• Andar em passos lentos/ rápidos com marcação rítmica do som
• Caminhar de acordo com duração de apito: curto/longo. Variar com tambor e chocalhos
• Descrever oralmente acontecimentos passados e futuros
• Realizar experiências enfatizando o antes e o depois
• Organizar caixas com sequência de atividades utilizando objetos que representam a ação que vai ser realizada, vivenciando o “agora, antes e depois”
• Familiarização da escola com sondagem do ambiente para identificar “pontos de referências e pistas”
• Utilizar brinquedos como pré-bengala (carrinho de boneca, cavalo de pau, raquete de tênis, etc) para localizar obstáculos
• Localizar janelas, portas e mobiliários da sala
• Caminhar entre os móveis e brinquedos em diferentes direções
• Caminhar no pátio, entre cordas paralelas, colocadas à altura da criança
• Caminhar entre obstáculos (construir caminhos, labirintos, com bloco de madeira, sacos de areia, etc)
• Informar ao aluno se as pessoas, os animais e os carros se aproximam ou se afastam do local comentando o que fazem
• Aproximar-se e afastar-se do aluno falando para que ele perceba se o professor ou colegas estão perto ou longe
• Sentir o calor do sol e os pingos da chuva
• Imitar movimentos e posições do corpo: caminhar, parar, abaixar, levantar, ajoelhar, engatinhar, flexionar braços, mãos e dedos
• Reconhecer objetos por semelhanças e diferenças, fazer pareação
• Separar massas, moedas, pedrinhas, descobrindo atributos semelhantes ou diferentes dos objetos
• Descrever as semelhanças entre os atributos
• Iniciar pequenas “coleções” com todas as crianças criando oportunidades de contagem
• Organizar “sacos surpresas” com objetos variados para que a criança verbalize os atributos desses objetos
• Fazer construções com objetos, sucatas grandes e pequenos
• Vestir e retirar roupas de bonecos de tamanhos diferentes
• Brincar com jogos simbólicos onde a criança vivencie várias situações do cotidiano mudando os papéis (feirinha, supermercado, escola, cabelereira, etc...)
• Preparar a mesa para o lanche, distribuindo os utensílios
• Preparar jogos como: memória com objetos e figuras (diferentes texturas)
• Realizar atividades que permitam à criança nomear objetos, pessoas, animais, plantas, etc...
• Participar de adivinhações simples ( o que é, o que é, através de pistas ou jogos orais)
• Criar histórias a partir de objetos concretos e fatos vividos e ajudar a criança a reproduzi-las
• Cantar músicas que descrevam ações e contenham gestos
• Planejar a rotina diária em conjunto, dando ênfase no que será feito ANTES e DEPOIS
• Fazer massinha de modelar
• Usando as mãos: passar manteiga no pão, torradas, descascar algumas frutas
• Descascar frutas e legumes e identificá-los através de atributos, semelhanças de tamanhos, cores, etc
• Identificar os diferentes tipos de alimentos durante a refeição
• Usar o guardanapo
• Identificar o direito e o avesso das roupas
• Lavar o rosto e pentear os cabelos
• Uso adequado do sanitário
• Aprender a assoar o nariz
• Brincar de tomar banho, ensaboar-se identificando as partes do corpo
• Abotoar e desabotoar botões, colchetes, primeiro em situações lúdicas como despir e vestir bonecos
• Brincadeiras de roda, jogos de tradições orais tais como: cantigas, parlendas, rimas, etc
• Brincadeiras de execução de ordens simples do tipo: O chefinho mandou colocar as mãos no pescoço, cotovelo, joelho, tornozelo, etc...
• Brincar de esconde-esconde onde a criança escondida será identificada por algumas pistas orais
• Jogos com rimas
• Elaborar brinquedos sonoros com sucatas, grãos, sementes
E na minha opinião:
- O professor pode indicar algumas destas sugestões para a família (uma forma de participação)
- Utilizar estas sugestões com as outras crianças (videntes), será gratificante para todos
- O professor pode pedir que as crianças auxiliem o deficiente visual em algumas atividades
A maioria dessas atividades foram extraídas do livro “O desenvolvimento Integral do portador de deficiência visual da Intervenção precoce a integração escolar" – Marilda Moraes Garcia Bruno
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
A afetividade no processo escolar
Ao se refletir sobre o papel da afetividade na aprendizagem escolar, verifica-se que são muitos os fatores ligados a relação professor-aluno. O professor tem uma função muito importante e de grande responsabilidade dentro da escola, pois sua interação com o educando se reflete no desenvolvimento cognitivo. A aprendizagem se torna mais significativa quando o professor se relaciona com os alunos de modo afetivo. O educador precisa ser uma pessoa flexivel que compreenda as necessidades dos alunos.
É preciso que o educador proporcione um clima agradável para o processo ensino-aprendizagem estimulando seus educandos a pensarem, criarem e se relacionarem de forma harmoniosa e tranquila e transformando o espaço escolar em algo atraente e interessante, dando-lhe a capacidade de ampliar a construção de seu conhecimento.
O afeto faz parte do processo de aprender e do desenvolvimento humano; por isso, não há aprendizagem sem afetividade.
O educando que tem dificuldades de se concentrar, de se relacionar com outros, que não acredita em seus sentimentos e tem baixa auto-estima, consequentemente apresentará dificuldade na aprendizagem, logo se fechará num mundo só seu, por medo de expor o que está sentindo, por medo de errar.
É necessário apoiar a auto-estima dos educandos de modo que, se fracassarem no desempenho de alguma atividade, não se sintam completamente derrotados. O sucesso é muito importante, particularmente no início da aprendizagem.
Contudo, quando o educando chega a escola prejudicado emocionalmente, cabe ao educador criar um ambiente acolhedor e seguro, oportunizando a ele o relacionamento com outros e incentivando a agir com autonomia, demonstrar seus interesses e expressar seus sentimentos.
É preciso que o professor confie e acredite na capacidade do aluno. Elogios, incentivos e limites, quando transmitidos de forma sincera e afetiva, levam o educando a valorizar sua auto-estima, desenvolver sua autonomia e ter progresso na leitura e escrita.
Professor Moran/ECA/USP
http://www.eca.usp.br/prof/moran/afetividade.htm
É preciso que o educador proporcione um clima agradável para o processo ensino-aprendizagem estimulando seus educandos a pensarem, criarem e se relacionarem de forma harmoniosa e tranquila e transformando o espaço escolar em algo atraente e interessante, dando-lhe a capacidade de ampliar a construção de seu conhecimento.
O afeto faz parte do processo de aprender e do desenvolvimento humano; por isso, não há aprendizagem sem afetividade.
O educando que tem dificuldades de se concentrar, de se relacionar com outros, que não acredita em seus sentimentos e tem baixa auto-estima, consequentemente apresentará dificuldade na aprendizagem, logo se fechará num mundo só seu, por medo de expor o que está sentindo, por medo de errar.
É necessário apoiar a auto-estima dos educandos de modo que, se fracassarem no desempenho de alguma atividade, não se sintam completamente derrotados. O sucesso é muito importante, particularmente no início da aprendizagem.
Contudo, quando o educando chega a escola prejudicado emocionalmente, cabe ao educador criar um ambiente acolhedor e seguro, oportunizando a ele o relacionamento com outros e incentivando a agir com autonomia, demonstrar seus interesses e expressar seus sentimentos.
É preciso que o professor confie e acredite na capacidade do aluno. Elogios, incentivos e limites, quando transmitidos de forma sincera e afetiva, levam o educando a valorizar sua auto-estima, desenvolver sua autonomia e ter progresso na leitura e escrita.
Professor Moran/ECA/USP
http://www.eca.usp.br/prof/moran/afetividade.htm
Como descobrir casos de dislexia
A dislexia é um transtorno de leitura. A criança disléxica é um mau leitor, é capaz de ler, mas não é capaz d entender eficientemente o que lê.
A criança disléxica é inteligente, habilidosa em tarefas manuais, mas persiste um quadro de dificuldade de leitura por toda a vida.
Muitas vezes, a dificuldade no ensino na matemática de um disléxico está mais relacionada à compreensão do enunciado do que ao processo operatório.
Quando um professor se deparar com crianças inteligentes, saudáveis, mas com dificuldade de ler e entender o que lê, deve-se imediatamente investigar se há existência de casos de dislexia na família. Os indícios são sempre os mesmos: atrasos na aquisição da linguagem, atrasos na locomoção e problemas na dominância de conceitos de lateralidade.
Os disléxicos apresentam uma caligrafia muito defeituosa e demonstram confusões entre as letras com diferenças sutis, como a-o, h-n; confusões com letras de grafia similar como b-d, d-p, n-u ; confundem letras de sons parecidos como d-t, c-q costumam inverter sílabas como escrever "los" no lugar de "sol ou ainda omitir ou acrescentar letras à escrita de alguma palavra.
As frustrações acumuladas de uma criança disléxica pode conduzí-la a ter comportamentos anti-sociais.
A criança disléxica é inteligente, habilidosa em tarefas manuais, mas persiste um quadro de dificuldade de leitura por toda a vida.
Muitas vezes, a dificuldade no ensino na matemática de um disléxico está mais relacionada à compreensão do enunciado do que ao processo operatório.
Quando um professor se deparar com crianças inteligentes, saudáveis, mas com dificuldade de ler e entender o que lê, deve-se imediatamente investigar se há existência de casos de dislexia na família. Os indícios são sempre os mesmos: atrasos na aquisição da linguagem, atrasos na locomoção e problemas na dominância de conceitos de lateralidade.
Os disléxicos apresentam uma caligrafia muito defeituosa e demonstram confusões entre as letras com diferenças sutis, como a-o, h-n; confusões com letras de grafia similar como b-d, d-p, n-u ; confundem letras de sons parecidos como d-t, c-q costumam inverter sílabas como escrever "los" no lugar de "sol ou ainda omitir ou acrescentar letras à escrita de alguma palavra.
As frustrações acumuladas de uma criança disléxica pode conduzí-la a ter comportamentos anti-sociais.
sábado, 28 de novembro de 2009
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
terça-feira, 24 de novembro de 2009
SINDROME DE DOWN
Uma das características principais da Síndrome de Down, e que afeta diretamente o desenvolvimento psicomotor, é a hipotonia generalizada, presente desde o nascimento. Esta hipotonia origina-se no sistema nervoso central, e afeta toda a musculatura e a parte ligamentar da criança. Com o passar do tempo, a hipotonia tende a diminuir espontaneamente, mas ela permanecerá presente por toda a vida, em graus diferentes. O tônus é uma característica individual, por isso há uma variação entre as crianças com esta síndrome. A criança que nasceu com Síndrome de Down vai controlar a cabeça, rolar, sentar, arrastar, engatinhar, andar e correr, exceto se houver algum comprometimento além da síndrome. Acontece freqüentemente da criança ter alta da fisioterapia por ocasião dos primeiros passos. Na verdade, quando ela começa a andar, há necessidade ainda de um trabalho específico para o equilíbrio, a postura e a coordenação de movimentos. É essencial que nesta fase, na qual há maior independência motora, a criança tenha espaço para correr e brincar e possa exercitar sua motricidade global. A brincadeira deve estar presente em qualquer proposta de trabalho infantil, pois é a partir dela que a criança explora e internaliza conceitos, sempre aliados inicialmente à movimentação do corpo.
O trabalho psicomotor deve enfatizar os seguintes aspectos:
o equilíbrio
a coordenação de movimentos
a estruturação do esquema corporal
a orientação espacial
o ritmo
a sensibilidade
os hábitos posturais
os exercícios respiratórios
Todos estes aspectos devem ser trabalhados dentro de atividades que sejam essencialmente interessantes para a criança. A utilização da brincadeira e dos jogos com regras é fundamental para que a criança tenha uma participação proveitosa e prazerosa no trabalho de estimulação, tendo conseqüentemente um melhor desempenho. A criança com Síndrome de Down deve participar de brincadeiras na areia e na água, para estimulação de sua sensibilidade. Também na água podem ser realizados exercícios respiratórios de sopro e de submersão. Outras atividades comuns na infância também beneficiam o desenvolvimento psicomotor e global: pular corda, jogar amarelinha, jogos de imitação, brincadeiras de roda, subir em árvores, caminhadas longas, uso de brinquedos de parque como balanço, escorregador e gangorra. Posteriormente, a criança deve ter acesso às práticas esportivas, iniciando-se no esporte através da exploração e manuseio dos materiais e participando depois de jogos em grupo com orientação adequada.
ENFOQUES E INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA
A criança Down apresenta muitas debilidades e limitações, assim o trabalho pedagógico deve primordialmente respeitar o ritmo da criança e propiciar-lhe estimulação adequada para desenvolvimento de suas habilidades. Programas devem ser criados e implementados de acordo com as necessidades especificas das crianças. Segundo MILLS (apud SCHWARTZMAN, 1999, p. 233) a educação da criança é uma atividade complexa, pois exige adaptações de ordem curricular que requerem cuidadoso acompanhamento dos educadores e pais. Freqüentar a escola permitirá a criança especial adquirir, progressivamente, conhecimentos, cada vez mais complexos que serão exigidos da sociedade e cujas bases são indispensáveis para a formação de qualquer indivíduo. Segundo a psicogênese, o indivíduo é considerado como instrumento essencial à interação e ação. E como descreve Piaget, o conhecimento não procede, em suas origens, nem de um sujeito consciente de si mesmo, nem de objetos já constituídos e que a ele se imponham. O conhecimento resulta da interação entre os dois. Desta forma consideramos, que a escola deve adotar uma proposta curricular, que se baseie na interação sujeito objeto, envolvendo o desenvolvimento desde o começo. E o ensino das crianças especiais deve ocorrer de forma sistemática e organizada, seguindo passos previamente estabelecidos, o ensino não deve ser teórico e metódico e sim deve ocorrer de forma agradável e que desperte interesse na criança. Normalmente o lúdico atrai muito a criança, na primeira infância, e é um recurso muito utilizado, pois permite o desenvolvimento global da criança através da estimulação de diferentes áreas. Uma das maiores preocupações em relação à educação da criança, de forma geral, se dá na fase que se estende do nascimento ao sexto ano de idade. Neste período a educação infantil tem por objetivo promover à criança maior autonomia, experiências de interação social e adequação. Permitindo que esta se desenvolva em relação a aspectos afetivos, volitivos e cognitivos, que sejam espontâneas e antes de tudo sejam "crianças". Inicialmente, a criança adqüiri uma gama de conhecimentos livres e estes lhe propiciarão desenvolver conhecimentos mais complexos, como o caso de regras. Os conhecimentos devem ocorrer de forma organizada e sistemática, seguindo passos previamente estabelecidos de maneira lúdica e divertida, que permite a criança reunir um conjunto de experiências integradas que lhe permita relacionar-se no contexto social e familiar. O atendimento a criança portadora de síndrome de Down deve ocorrer de forma gradual, pois estas crianças não conseguem absorver grande número de informações. Também não devem ser apresentadas, a criança Down, informações isoladas ou mecânicas, de forma que a aprendizagem deve ocorrer de forma facilitada, através de momentos prazerosos. É importante que o profissional promova o desenvolvimento da aprendizagem nas situações diárias da criança, e a evolução gradativa da aprendizagem deve ser respeitada. Não é adequado pularmos etapas ou exigirmos da criança atividades que ela não possa realizar, pois estas atitudes não trazem benefícios a criança e ainda podem causar lhe estresse. Em crianças com síndrome de Down é comum observarmos evolução desarmônica e movimentos estereotipados. Esta defasagem pode ser compensadas através do planejamento psicomotor bem direcionada, que lhe proporcionam experiências fundamentais para sua adaptação. A atividade física na escola tem proporcionado não só a crianças normais como também as crianças portadoras de necessidades especiais, um grande desenvolvimento global que será a base para as demais aquisições. O resgate da importância do corpo e seus movimentos, o conceito de vida associado a movimento, a retomada do indivíduo como agente ativo na construção de sua história, proposto pela educação física. O indivíduo possui um corpo que esta sobre seu domínio e que todas as partes destes constituem o sujeito, de forma que o corpo precisa se tornar sujeito e pela integração de mente ao corpo reconstruímos os elos quebrados. Para que as aquisições ocorram de forma integra é preciso, que um individue vivencie experiências e a partir destas formule seus conceitos e internalize as informações adquiridas. Antes de adquirir qualquer conhecimento a criança precisa descobrir seu corpo e construir uma imagem corporal que e uma representação mental, perceptiva e sensorial de si mesmo e um esquema corporal que compreende uma representação organizada dos movimentos necessários a execução de uma ação, e a organização das suas funções corporais. Estes vão sendo construídos e reformulados ao longo da vida. Funções como capacidade de dissociar movimentos, individualizar ações, organizar se no tempo e no espaço e coordenação motora servem de base para desenvolver atividades especificas, assim são fundamentais as aquisições, a descoberta do corpo e de seus seguimentos, relação do corpo com objeto, espaço entre corpo e objeto, percepção dos planos horizontal e vertical entre outras. São fundamentais para a relação sujeito-meio, que será pano de fundo de todas as aprendizagens. A relação quantidade, qualidade e forma que o sujeito experiência e internaliza as informações determinara a qualidade da formulação de seus conceitos. Com as reduções das atividades lúdicas na vida da criança, esta tem suas experimentações restritas, pois precisam interagir com a realidade usando todos os seus sentidos e todo o seu corpo. É fundamental reafirmarmos o proposto pela educação física, que afirma, que o corpo não pode ser separado da mente e suas funções se completam os tornando parte um do outro, assim sentir, aprender, processar, entender, resolver problemas, são fundamentais no processo de formação da criança e pelo corpo, que esta experimenta o mundo e o movimento e mediador nas suas construções. A possibilidade que um corpo tem de se mover no espaço é instrumento essencial para a construção do intelecto e o corpo serve como órgão de trabalho gerador de experiências. As explorações das possibilidades motoras de uma criança desencadeiam circuitos sensório-motores, que estruturaram as relações que conceberá futuramente. O processo formal da educação consiste em repassar conceitos à criança sem leva lá a vivencia e este e seu ponto falho, pois para internalizar uma informação não basta decorar conceitos e sim participar da construção destes e construir suas próprias idéias. A criança tem que ser vista de forma global e educá-la não e apenas trabalhar a mente e sim o global, abrangendo todos os aspectos, inclusive a necessidade de interagir com o meio tendo contato direto com o universo de objetos e situações, que o cercam podendo assim efetivar suas construções sobre a realidade. Todas as atividades proporcionadas à criança devem ter por objetivo a aprendizagem ativa que possibilite a criança desenvolver suas habilidades. Frente a grande variação das habilidades e dificuldades da síndrome de Down, programas individuais devem ser considerados e nestes enfatiza-se as possibilidades de aprendizagem de cada criança e a motivação necessária para o desenvolvimento destas. Para tanto, o professor deve conhecer as diferenças de aprendizagem de cada criança de forma a organizar seu trabalho e programação didática. Um bom currículo deve considerar todas as características do deficiente mental em termos de pedagogia para que a partir destas sejam escolhidas técnicas, que mantenham a criança atenta e motivada. Em termos de ambiente de aprendizagem procurar-se-á evitar o aparecimento de variáveis que possam bloquear o processo e por isso muitas vezes são utilizadas salas de recursos, que são classes especiais inseridas na escola comum. A sala de recursos deve consistir em local apropriado a receber as crianças especiais, que deverão receber assistência pedagógica especializada. Normalmente encontramos as salas de recursos em escolas normais onde crianças "normais" ficam juntas das especiais. Assim a sala de recursos funciona desenvolvendo com as crianças especiais as atividades, que já trabalhou com seus os demais colegas. O professor de recursos deve priorizar as atividades em que o portador de deficiência tem dificuldades e precisa de auxilio. Este pode servir como tutor dos estudantes excepcionais em suas classes e deve cuidar de que os professores das crianças excepcionais e de que estas recebam os materiais e equipamentos didáticos, que se façam necessários. Um fato determinante para uma boa assistência a crianças especiais é não sobrecarregar demais a sala de recursos especiais para que o professor possa trabalhar bem. E é fundamental também, que o professor indicado esteja preparado, para ser capaz de atender as necessidades de seus alunos e trabalhar em harmonia com o professor da classe regular. Alguns princípios básicos devem ser considerados em relação ao ensino de crianças especiais como as portadoras de síndrome de Down:
- As atividades devem ser centradas em coisas concretas, que devem ser manuseadas pelos alunos;
- As experiências devem ser adquiridas no ambiente próprio do aluno;
- Situações que possam provocar estresse ou venham a ser traumatizantes devem ser evitadas;
- A criança deve ser respeitada em todos aspectos de sua personalidade;
- A família da criança deve participar do processo intelectivo.
O trabalho psicomotor deve enfatizar os seguintes aspectos:
o equilíbrio
a coordenação de movimentos
a estruturação do esquema corporal
a orientação espacial
o ritmo
a sensibilidade
os hábitos posturais
os exercícios respiratórios
Todos estes aspectos devem ser trabalhados dentro de atividades que sejam essencialmente interessantes para a criança. A utilização da brincadeira e dos jogos com regras é fundamental para que a criança tenha uma participação proveitosa e prazerosa no trabalho de estimulação, tendo conseqüentemente um melhor desempenho. A criança com Síndrome de Down deve participar de brincadeiras na areia e na água, para estimulação de sua sensibilidade. Também na água podem ser realizados exercícios respiratórios de sopro e de submersão. Outras atividades comuns na infância também beneficiam o desenvolvimento psicomotor e global: pular corda, jogar amarelinha, jogos de imitação, brincadeiras de roda, subir em árvores, caminhadas longas, uso de brinquedos de parque como balanço, escorregador e gangorra. Posteriormente, a criança deve ter acesso às práticas esportivas, iniciando-se no esporte através da exploração e manuseio dos materiais e participando depois de jogos em grupo com orientação adequada.
ENFOQUES E INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA
A criança Down apresenta muitas debilidades e limitações, assim o trabalho pedagógico deve primordialmente respeitar o ritmo da criança e propiciar-lhe estimulação adequada para desenvolvimento de suas habilidades. Programas devem ser criados e implementados de acordo com as necessidades especificas das crianças. Segundo MILLS (apud SCHWARTZMAN, 1999, p. 233) a educação da criança é uma atividade complexa, pois exige adaptações de ordem curricular que requerem cuidadoso acompanhamento dos educadores e pais. Freqüentar a escola permitirá a criança especial adquirir, progressivamente, conhecimentos, cada vez mais complexos que serão exigidos da sociedade e cujas bases são indispensáveis para a formação de qualquer indivíduo. Segundo a psicogênese, o indivíduo é considerado como instrumento essencial à interação e ação. E como descreve Piaget, o conhecimento não procede, em suas origens, nem de um sujeito consciente de si mesmo, nem de objetos já constituídos e que a ele se imponham. O conhecimento resulta da interação entre os dois. Desta forma consideramos, que a escola deve adotar uma proposta curricular, que se baseie na interação sujeito objeto, envolvendo o desenvolvimento desde o começo. E o ensino das crianças especiais deve ocorrer de forma sistemática e organizada, seguindo passos previamente estabelecidos, o ensino não deve ser teórico e metódico e sim deve ocorrer de forma agradável e que desperte interesse na criança. Normalmente o lúdico atrai muito a criança, na primeira infância, e é um recurso muito utilizado, pois permite o desenvolvimento global da criança através da estimulação de diferentes áreas. Uma das maiores preocupações em relação à educação da criança, de forma geral, se dá na fase que se estende do nascimento ao sexto ano de idade. Neste período a educação infantil tem por objetivo promover à criança maior autonomia, experiências de interação social e adequação. Permitindo que esta se desenvolva em relação a aspectos afetivos, volitivos e cognitivos, que sejam espontâneas e antes de tudo sejam "crianças". Inicialmente, a criança adqüiri uma gama de conhecimentos livres e estes lhe propiciarão desenvolver conhecimentos mais complexos, como o caso de regras. Os conhecimentos devem ocorrer de forma organizada e sistemática, seguindo passos previamente estabelecidos de maneira lúdica e divertida, que permite a criança reunir um conjunto de experiências integradas que lhe permita relacionar-se no contexto social e familiar. O atendimento a criança portadora de síndrome de Down deve ocorrer de forma gradual, pois estas crianças não conseguem absorver grande número de informações. Também não devem ser apresentadas, a criança Down, informações isoladas ou mecânicas, de forma que a aprendizagem deve ocorrer de forma facilitada, através de momentos prazerosos. É importante que o profissional promova o desenvolvimento da aprendizagem nas situações diárias da criança, e a evolução gradativa da aprendizagem deve ser respeitada. Não é adequado pularmos etapas ou exigirmos da criança atividades que ela não possa realizar, pois estas atitudes não trazem benefícios a criança e ainda podem causar lhe estresse. Em crianças com síndrome de Down é comum observarmos evolução desarmônica e movimentos estereotipados. Esta defasagem pode ser compensadas através do planejamento psicomotor bem direcionada, que lhe proporcionam experiências fundamentais para sua adaptação. A atividade física na escola tem proporcionado não só a crianças normais como também as crianças portadoras de necessidades especiais, um grande desenvolvimento global que será a base para as demais aquisições. O resgate da importância do corpo e seus movimentos, o conceito de vida associado a movimento, a retomada do indivíduo como agente ativo na construção de sua história, proposto pela educação física. O indivíduo possui um corpo que esta sobre seu domínio e que todas as partes destes constituem o sujeito, de forma que o corpo precisa se tornar sujeito e pela integração de mente ao corpo reconstruímos os elos quebrados. Para que as aquisições ocorram de forma integra é preciso, que um individue vivencie experiências e a partir destas formule seus conceitos e internalize as informações adquiridas. Antes de adquirir qualquer conhecimento a criança precisa descobrir seu corpo e construir uma imagem corporal que e uma representação mental, perceptiva e sensorial de si mesmo e um esquema corporal que compreende uma representação organizada dos movimentos necessários a execução de uma ação, e a organização das suas funções corporais. Estes vão sendo construídos e reformulados ao longo da vida. Funções como capacidade de dissociar movimentos, individualizar ações, organizar se no tempo e no espaço e coordenação motora servem de base para desenvolver atividades especificas, assim são fundamentais as aquisições, a descoberta do corpo e de seus seguimentos, relação do corpo com objeto, espaço entre corpo e objeto, percepção dos planos horizontal e vertical entre outras. São fundamentais para a relação sujeito-meio, que será pano de fundo de todas as aprendizagens. A relação quantidade, qualidade e forma que o sujeito experiência e internaliza as informações determinara a qualidade da formulação de seus conceitos. Com as reduções das atividades lúdicas na vida da criança, esta tem suas experimentações restritas, pois precisam interagir com a realidade usando todos os seus sentidos e todo o seu corpo. É fundamental reafirmarmos o proposto pela educação física, que afirma, que o corpo não pode ser separado da mente e suas funções se completam os tornando parte um do outro, assim sentir, aprender, processar, entender, resolver problemas, são fundamentais no processo de formação da criança e pelo corpo, que esta experimenta o mundo e o movimento e mediador nas suas construções. A possibilidade que um corpo tem de se mover no espaço é instrumento essencial para a construção do intelecto e o corpo serve como órgão de trabalho gerador de experiências. As explorações das possibilidades motoras de uma criança desencadeiam circuitos sensório-motores, que estruturaram as relações que conceberá futuramente. O processo formal da educação consiste em repassar conceitos à criança sem leva lá a vivencia e este e seu ponto falho, pois para internalizar uma informação não basta decorar conceitos e sim participar da construção destes e construir suas próprias idéias. A criança tem que ser vista de forma global e educá-la não e apenas trabalhar a mente e sim o global, abrangendo todos os aspectos, inclusive a necessidade de interagir com o meio tendo contato direto com o universo de objetos e situações, que o cercam podendo assim efetivar suas construções sobre a realidade. Todas as atividades proporcionadas à criança devem ter por objetivo a aprendizagem ativa que possibilite a criança desenvolver suas habilidades. Frente a grande variação das habilidades e dificuldades da síndrome de Down, programas individuais devem ser considerados e nestes enfatiza-se as possibilidades de aprendizagem de cada criança e a motivação necessária para o desenvolvimento destas. Para tanto, o professor deve conhecer as diferenças de aprendizagem de cada criança de forma a organizar seu trabalho e programação didática. Um bom currículo deve considerar todas as características do deficiente mental em termos de pedagogia para que a partir destas sejam escolhidas técnicas, que mantenham a criança atenta e motivada. Em termos de ambiente de aprendizagem procurar-se-á evitar o aparecimento de variáveis que possam bloquear o processo e por isso muitas vezes são utilizadas salas de recursos, que são classes especiais inseridas na escola comum. A sala de recursos deve consistir em local apropriado a receber as crianças especiais, que deverão receber assistência pedagógica especializada. Normalmente encontramos as salas de recursos em escolas normais onde crianças "normais" ficam juntas das especiais. Assim a sala de recursos funciona desenvolvendo com as crianças especiais as atividades, que já trabalhou com seus os demais colegas. O professor de recursos deve priorizar as atividades em que o portador de deficiência tem dificuldades e precisa de auxilio. Este pode servir como tutor dos estudantes excepcionais em suas classes e deve cuidar de que os professores das crianças excepcionais e de que estas recebam os materiais e equipamentos didáticos, que se façam necessários. Um fato determinante para uma boa assistência a crianças especiais é não sobrecarregar demais a sala de recursos especiais para que o professor possa trabalhar bem. E é fundamental também, que o professor indicado esteja preparado, para ser capaz de atender as necessidades de seus alunos e trabalhar em harmonia com o professor da classe regular. Alguns princípios básicos devem ser considerados em relação ao ensino de crianças especiais como as portadoras de síndrome de Down:
- As atividades devem ser centradas em coisas concretas, que devem ser manuseadas pelos alunos;
- As experiências devem ser adquiridas no ambiente próprio do aluno;
- Situações que possam provocar estresse ou venham a ser traumatizantes devem ser evitadas;
- A criança deve ser respeitada em todos aspectos de sua personalidade;
- A família da criança deve participar do processo intelectivo.
SINDROME DE ASPERGER
Durante três décadas, o paulista Rodolfo Vinícius Leite se sentiu distante de todo mundo: "Era como se eu fosse um alienígena na Terra." Embora levasse uma vida aparentemente normal, não conseguia acompanhar os interesses dos amigos. Aos 32 anos, foi diagnosticado com um transtorno de desenvolvimento pouco conhecido no Brasil, mas que afeta uma entre 500 pessoas: a síndrome de Asperger. Trata-se de um tipo de autismo considerado mais leve.
Entre suas características estão a dificuldade de socialização e o interesse restrito a poucos assuntos. Apesar da fala articulada, não compreendem bem figuras de linguagem, como ironias e metáforas, e têm problemas para interpretar os sentimentos dos outros. Mas, ao contrário de muitos autistas, não sofrem nenhum tipo de deficiência cognitiva e costumam ter habilidades surpreendentes, como excelente memória.
À medida que a síndrome se torna mais conhecida, começam a surgir no Brasil grupos de apoio e acompanhamento para portadores. A intenção é dividir experiências e mostrar que, com ajuda especializada, eles podem ser capazes de ter uma vida autônoma e bem-sucedida.
Com apenas seis meses de criação, um desses grupos se reúne às quartas- feiras, no Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo. "Conversamos sobre nossas dificuldades e nosso dia a dia", conta Leite, um dos 20 participantes. Eles também compartilham experiências em um blog na internet. Para Leite, foi um passo importante para se compreender melhor. "Hoje eu respeito minhas limitações", diz. Graduado em letras, ele trabalhou oito anos como bancário, mas hoje está desempregado. "Tenho poucos assuntos de interesse. Só gosto de música, filmes, seriados de tevê, desenhos e carros", conta. "Não aprecio futebol e política, assuntos sobre os quais as pessoas geralmente conversam. Fico sem assunto."
Segundo o coordenador do projeto, o psiquiatra Estevão Vadasz, esse tipo de dificuldade causada pela síndrome pode fazer com que o indivíduo se isole socialmente - provocando ansiedade e até depressão. É isso que os encontros pretendem evitar. "Criamos uma espécie de clube social', diz Vadasz. Também em São Paulo, a Associação dos Amigos do Autista iniciou este mês uma série de reuniões para jovens com Asperger. "Queremos conhecer suas necessidades", diz a psicóloga Mariana Colla. Na internet, proliferam blogs e listas de discussão de portadores e familiares, além de comunidades dedicadas ao tema.
Nos Estados Unidos e na Europa, organizações de aspies - como se denominam os portadores - foram mais longe: lançaram um movimento argumentando que a condição não é um transtorno, mas um estilo de vida. A Aspies for Freedom combate tentativas de "normalizar" os indivíduos. No Brasil, a luta contra o preconceito está começando, mas especialistas tendem a seguir uma abordagem diferente: dizem que reconhecer a existência de uma desordem ajuda o indivíduo a sofrer menos. "Se não se adaptar, a tendência é que ele seja excluído", alerta o psiquiatra Fábio Barbirato, da Santa Casa do Rio de Janeiro.
O diagnóstico da síndrome, causada por características genéticas que afetam o funcionamento do cérebro, é feito por entrevistas e testes linguísticos. O tratamento com remédios só é necessário em casos de depressão ou ansiedade. Especialistas recomendam o acompanhamento com a terapia comportamental, que ajuda o portador a decifrar os códigos sociais. Foi assim que o estudante carioca Vinícius Souza de Moura, 18 anos, diagnosticado na infância, deu a volta por cima depois de cair em depressão.
Apesar da memória incrível - sabe datas exatas de eventos casuais e históricos, como as dos títulos do seu time, o Botafogo -, ele sente dificuldade de relacionamento. "Na terapia, trabalho conflitos, aprendo a olhar nos olhos e ser mais delicado." Cursando o terceiro ano do ensino médio, ele pretende prestar vestibular para história. Seu esforço é acompanhado do apoio da família e dos amigos, fundamental para que qualquer pessoa, com ou sem a síndrome, sinta-se acolhida no mundo.
Entre suas características estão a dificuldade de socialização e o interesse restrito a poucos assuntos. Apesar da fala articulada, não compreendem bem figuras de linguagem, como ironias e metáforas, e têm problemas para interpretar os sentimentos dos outros. Mas, ao contrário de muitos autistas, não sofrem nenhum tipo de deficiência cognitiva e costumam ter habilidades surpreendentes, como excelente memória.
À medida que a síndrome se torna mais conhecida, começam a surgir no Brasil grupos de apoio e acompanhamento para portadores. A intenção é dividir experiências e mostrar que, com ajuda especializada, eles podem ser capazes de ter uma vida autônoma e bem-sucedida.
Com apenas seis meses de criação, um desses grupos se reúne às quartas- feiras, no Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo. "Conversamos sobre nossas dificuldades e nosso dia a dia", conta Leite, um dos 20 participantes. Eles também compartilham experiências em um blog na internet. Para Leite, foi um passo importante para se compreender melhor. "Hoje eu respeito minhas limitações", diz. Graduado em letras, ele trabalhou oito anos como bancário, mas hoje está desempregado. "Tenho poucos assuntos de interesse. Só gosto de música, filmes, seriados de tevê, desenhos e carros", conta. "Não aprecio futebol e política, assuntos sobre os quais as pessoas geralmente conversam. Fico sem assunto."
Segundo o coordenador do projeto, o psiquiatra Estevão Vadasz, esse tipo de dificuldade causada pela síndrome pode fazer com que o indivíduo se isole socialmente - provocando ansiedade e até depressão. É isso que os encontros pretendem evitar. "Criamos uma espécie de clube social', diz Vadasz. Também em São Paulo, a Associação dos Amigos do Autista iniciou este mês uma série de reuniões para jovens com Asperger. "Queremos conhecer suas necessidades", diz a psicóloga Mariana Colla. Na internet, proliferam blogs e listas de discussão de portadores e familiares, além de comunidades dedicadas ao tema.
Nos Estados Unidos e na Europa, organizações de aspies - como se denominam os portadores - foram mais longe: lançaram um movimento argumentando que a condição não é um transtorno, mas um estilo de vida. A Aspies for Freedom combate tentativas de "normalizar" os indivíduos. No Brasil, a luta contra o preconceito está começando, mas especialistas tendem a seguir uma abordagem diferente: dizem que reconhecer a existência de uma desordem ajuda o indivíduo a sofrer menos. "Se não se adaptar, a tendência é que ele seja excluído", alerta o psiquiatra Fábio Barbirato, da Santa Casa do Rio de Janeiro.
O diagnóstico da síndrome, causada por características genéticas que afetam o funcionamento do cérebro, é feito por entrevistas e testes linguísticos. O tratamento com remédios só é necessário em casos de depressão ou ansiedade. Especialistas recomendam o acompanhamento com a terapia comportamental, que ajuda o portador a decifrar os códigos sociais. Foi assim que o estudante carioca Vinícius Souza de Moura, 18 anos, diagnosticado na infância, deu a volta por cima depois de cair em depressão.
Apesar da memória incrível - sabe datas exatas de eventos casuais e históricos, como as dos títulos do seu time, o Botafogo -, ele sente dificuldade de relacionamento. "Na terapia, trabalho conflitos, aprendo a olhar nos olhos e ser mais delicado." Cursando o terceiro ano do ensino médio, ele pretende prestar vestibular para história. Seu esforço é acompanhado do apoio da família e dos amigos, fundamental para que qualquer pessoa, com ou sem a síndrome, sinta-se acolhida no mundo.
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