Celso Antunes destaca neste livro que o professor bonzinho, permissivo, perde sua identidade como pessoa. Podemos ser amigos, compreensivos, mas o limite deve ser bem claro, bem definido e a preocupação em acompanhar o processo de construção do conhecimento dos alunos deve ser efetiva.
Na sala de aula a conversa entre os alunos é inevitável; é impossível ficar ao lado dos amigos sem conversar; o que devemos fazer é aproveitar essa conversa como instrumento para um trabalho pedagógico, aprender a ser um administrador de conversas, expositor de desafios, instigador de perguntas. O autor alerta que devemos tomar cuidado com o silêncio humano. Este esconde muitas vezes problemas emocionais ou disfunções agudas.
Ao ensinar, é fundamental que o professor peça aos seus alunos que opinem, sugiram, contem coisas de seu eu e de seu mundo. Jamais matar a curiosidade apresentando rapidamente a resposta; faça-os buscar pelos caminhos da pesquisa, pela reflexão do debate. E nunca se esqueça de levar para a sala de aula o sorriso, a boa educação (polidez) e o bom senso.
Com alunos difíceis, ou seja, aqueles que não querem nada com a aula, procurem não se exasperar, dar broncas. Após o final da aula chame esse aluno para conversar; faça-o descobrir que você quer ajudá-lo.
Diálogo, polidez e bom humor são aliados incondicionais para o bom relacionamento entre professores e alunos em sala de aula.
Existem algumas idéias levantadas por Celso Antunes que podem auxiliar os professores em seu dia a dia, obtendo assim maior prazer e sucesso no seu trabalho. Vamos a eles:
• Definir de forma clara e cristalina as regras disciplinares.
• Estabelecer canais límpidos de comunicação entre os alunos, diretores, pais, orientadores e professores.
• Assiduidade e pontualidade.
• Associar o conhecimento novo aos saberes que os alunos possuem.
• Preparar de maneira cuidadosa a aula.
• Traçar um projeto de atividades anuais, dividindo suas etapas semana após semana.
• Estabelecer, se possível em consenso com a classe, os limites desejáveis das condutas e cobrá-los sempre de maneira imediata e coerente.
• Entrar em sala e, sem demora, iniciar a aula.
• Cobrar, com firmeza, mas sempre com bom humor (quando possível), a colaboração de todos e ser um árbitro sereno no cumprimento das regras de conduta consensualizadas com a classe.
• Falar com expressividade e clareza.
• Iniciar os trabalhos com um plano de aula simples, mas objetivo e coerente.
• Movimentar-se todo o tempo, manter-se alerta a todos e também a todas as ocorrências.
• Mostrar sempre disposição para manter a calma e a serenidade, mesmo em situações mais difíceis.
• Saber dar a devida importância ao tom de voz empregado e estudar a linguagem gestual.
• Jamais comparar-se a qualquer colega. Nunca comparar um aluno ou uma classe com outra.
• Distribuir com uniformidade, serenidade e justiça a atenção de todos.
• Analisar com calma as razões que podem levar alunos ao desinteresse ou a indisciplina e discutir, particularmente com os mesmos essa postura.
• Conhecer diferentes estratégias de ensino, jogos operatórios, técnicas de ensino e aprendizagem.
• Possuir projetos de avaliação claros e explícitos.
• Manter atualizados seus registros e suas notas.
• Cumprir com integridade tudo quanto prometeu.
Ensinar utilizando diferentes recursos e estratégias para despertar a curiosidade e incentivar os alunos em sala de aula e projetos é eficiente medida contra a indisciplina.
• Fazer das perguntas uma eficiente ferramenta de aprendizagem.
• Não se desgastar ensinando aos alunos tudo aquilo que sozinhos eles podem aprender.
• Estimular o aluno para interpretar o aprendizado usando diferentes habilidades.
• Ensinar seus alunos a leitura dos saberes que se encontram em diferentes linguagens.
• Saber delegar aos alunos tarefas e funções junto à classe que explorem capacidades de aprender e de aprendizagem.
• Fazer revisões periódicas daquilo que foi aprendido.
• Organizar de forma eficaz, na medida dos possível em consenso com os alunos, o espaço da sala de aula e a disposição dos lugares de cada um.
• Cuidar da sua apresentação, dignificando a importância e até o sentido do ato pedagógico.
• Mostrar atenção aos problemas dos alunos.
• Concluir a aula de maneira amistosa e bem-humorada.
É importante destacar que os passos sugeridos costumam ajudar a resolver parte expressiva dos problemas disciplinares; mas não os eliminam por completo. A continuidade de aplicação dos procedimentos é que pode garantir a perenidade dos bons comportamentos, da participação dos estudantes nas aulas, o debate em torno das idéias e conteúdos trabalhados,...
Para concluir, o professor precisa ser amigo dos alunos, companheiro e compreensivo, ter a mentalidade aberta e acompanhar o processo de construção do conhecimento, atuando como agente entre os objetos do saber e a aprendizagem e ter a certeza de que, quem educa semeia um futuro melhor...
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
EDUCAÇÃO ESPECIAL
1. Educação Especial: O que é?
A Educação Especial é uma modalidade de ensino que perpassa todos os níveis de ensino da educação básica e superior.
2. Educação Especial: Para quem ?
Para Alunos com:deficiência física, deficiência mental , surdez , cegueira e baixa visão surdocegueira , transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades .
3. Educação Especial: atuação nas escolas
a. Oferece o Atendimento Educacional Especializado (AEE)
b. Identifica as necessidades de alunos com deficiência, com altas habilidades e com transtornos gerais do desenvolvimento;
c. Elabora plano de atuação de atuação de AEE propondo serviços e recursos de acessibilidade ao conhecimento;
d. Produz material: transcreve, adapta, confecciona, amplia, grava, de acordo com as necessidades dos alunos;
e. Adquire e identifica materiais , como software , recursos e equipamentos tecnológicos, mobiliário, recursos ópticos, dicionários e outros;
f. Acompanha o uso dos materiais na sala de aula do ensino regular freqüentada pelo aluno: verifica a funcionalidade e a aplicabilidade, os efeitos, possibilidades, limites, distorções do uso na sala de aula, na escola e na casa do aluno;
g. Orienta professores do ensino regular e famílias dos alunos a utilizar materiais e recursos;
h. Promove formação continuada para os professores do AEE, para os professores do ensino comum e para a comunidade escolar em geral.
4. Profissionais que atuam na Educação Especial
a. Professor especializado da Sala de Recurso Multifuncional
b. Professor de LIBRAS
c. Professor em LIBRAS
d. Professor de Português, como segunda língua de alunos com surdez
e. Professor especializado do Centro de Apoio Pedagógico para Atendimento à Deficiência Visual (CAP)
f. Revisor Braille
5. Formação do profissional que atua na Educação Especial
a. Formação inicial de professor comum
b. Conhecimentos específicos de Educação Especial, adquiridos em formação continuada na área
6. Atendimento Educacional Especializado (AEE ) O que é o AEE ?
a. Um serviço da Educação Especial que identifica , elabora e organiza recursos pedagógicos e de acessibilidade que eliminem as barreiras para a plena participação dos alunos, considerando as suas necessidades específicas.
b. O AEE complementa e/ou suplementa a formação do aluno com vistas à autonomia e independência na escola comum e fora dela.
7. O que faz o AEE?
a. Apóia o desenvolvimento do aluno com deficiência, transtornos gerais de desenvolvimento e altas habilidades;
b. Disponibiliza o ensino de linguagens e de códigos específicos de comunicação e sinalização;
c. Oferece tecnologia assistiva (TA);
d. Adequa e produz materiais didáticos e pedagógicos, tendo em vista as necessidades específicas dos alunos;
e. Acompanha o uso desses materiais e recursos em sala de aula, sem, contudo, interferir no ensino dos conteúdos curriculares.
8. AEE: quando e onde?
a. O AEE é realizado no período inverso ao da classe comum freqüentada pelo aluno;
b. Para maior benefício do aluno, esse serviço deve ser oferecido preferencialmente na própria escola que esse aluno freqüenta;
c. Há ainda a possibilidade de o AEE ser realizado em uma outra escola próxima ou em centros especializados em AEE, enquanto cada escola não tem o seu próprio serviço de AEE.
9. AEE em todas as etapas e modalidades da educação básica e do ensino superior
a. O AEE é organizado para suprir as necessidades de acesso ao conhecimento e à participação dos alunos com deficiência e dos demais que são público alvo da Educação Especial, nas turmas das escolas comuns;
b. Constitui oferta obrigatória dos sistemas de ensino, embora participar do AEE seja uma decisão do aluno e/ou de seus pais / responsáveis.
10. Conteúdos específicos da f ormação dos professores de AEE
a. LIBRAS
b. Língua Portuguesa para alunos com surdez
c. Sistema Braille
d. Informática aplicada à produção braille
e. Recursos tecnológicos e informática aplicada à deficiência visual(sintetizadores de voz, lupa eletrônica, magnificadores de tela para baixa visão)
f. Produção braille e adaptação de material impresso em tinta
g. Recursos ópticos e não ópticos para baixa visão.
h. Técnica de uso do sorobã
i. Adaptação de livros didáticos e de literatura para pessoas cegas
j. Avaliação funcional da visão
k. Orientação e mobilidade para pessoas cegas
l. Escrita cursiva, grafia do nome e assinatura em tinta para pessoas cegas
m. Tecnologia Assistiva: comunicação alternativa, informática acessível, materiais pedagógicos adaptados, mobiliário acessível.
n. Interpretação em LIBRAS
o. Instrutor de LIBRAS
p. Desenho universal
q. Comunicação para o aluno surdo-cego
r. Outras
11. Sala de Recursos Multifuncional
É um espaço organizado preferencialmente em escolas comuns das redes de ensino para a realização do AEE
12. O que pode ser aprendido nas salas de recursos multifuncionais?
Treinamento de recurso óptico Informática acessível Sistema Braille na máquina de escrever Língua Portuguesa escrita para pessoas com surdez Comunicação alternativa.
13. Centro de Apoio Pedagógico para Atendendimento às Pessoas com Deficiência Visual (CAP) O que é?
a. CAP é um centro com salas equipadas com computadores, impressora Braille e laser, fotocopiadora, gravador, circuito interno de TV, máquina de escrever em Braille.
b. Objetivo:
c. Produzir materiais didáticos e pedagógicos adequados aos alunos com cegueira e aos alunos com baixa visão .
14. AEE: produção de materiais Jogo cara a cara com texturas e contraste de cores Revisão do texto transcrito para o Braille Tesoura adaptada Material pedagógico para o ensino da Libras Livros didáticos e de literatura adaptados Pasta de comunicação
15. AEE: alguns equipamentos Impressora Braille Jogos com textura e contraste Cadeira de rodas Teclado adaptado Softwares para comunicação alternativa Acionadores
16. Importante O AEE tem objetivos e atividades que se diferenciam das realizadas em salas de aula de ensino comum. O AEE não é reforço escolar . A auxiliar de sala ou cuidadora não faz parte do quadro da Educação Especial, mas do Ensino Comum.
A Educação Especial é uma modalidade de ensino que perpassa todos os níveis de ensino da educação básica e superior.
2. Educação Especial: Para quem ?
Para Alunos com:deficiência física, deficiência mental , surdez , cegueira e baixa visão surdocegueira , transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades .
3. Educação Especial: atuação nas escolas
a. Oferece o Atendimento Educacional Especializado (AEE)
b. Identifica as necessidades de alunos com deficiência, com altas habilidades e com transtornos gerais do desenvolvimento;
c. Elabora plano de atuação de atuação de AEE propondo serviços e recursos de acessibilidade ao conhecimento;
d. Produz material: transcreve, adapta, confecciona, amplia, grava, de acordo com as necessidades dos alunos;
e. Adquire e identifica materiais , como software , recursos e equipamentos tecnológicos, mobiliário, recursos ópticos, dicionários e outros;
f. Acompanha o uso dos materiais na sala de aula do ensino regular freqüentada pelo aluno: verifica a funcionalidade e a aplicabilidade, os efeitos, possibilidades, limites, distorções do uso na sala de aula, na escola e na casa do aluno;
g. Orienta professores do ensino regular e famílias dos alunos a utilizar materiais e recursos;
h. Promove formação continuada para os professores do AEE, para os professores do ensino comum e para a comunidade escolar em geral.
4. Profissionais que atuam na Educação Especial
a. Professor especializado da Sala de Recurso Multifuncional
b. Professor de LIBRAS
c. Professor em LIBRAS
d. Professor de Português, como segunda língua de alunos com surdez
e. Professor especializado do Centro de Apoio Pedagógico para Atendimento à Deficiência Visual (CAP)
f. Revisor Braille
5. Formação do profissional que atua na Educação Especial
a. Formação inicial de professor comum
b. Conhecimentos específicos de Educação Especial, adquiridos em formação continuada na área
6. Atendimento Educacional Especializado (AEE ) O que é o AEE ?
a. Um serviço da Educação Especial que identifica , elabora e organiza recursos pedagógicos e de acessibilidade que eliminem as barreiras para a plena participação dos alunos, considerando as suas necessidades específicas.
b. O AEE complementa e/ou suplementa a formação do aluno com vistas à autonomia e independência na escola comum e fora dela.
7. O que faz o AEE?
a. Apóia o desenvolvimento do aluno com deficiência, transtornos gerais de desenvolvimento e altas habilidades;
b. Disponibiliza o ensino de linguagens e de códigos específicos de comunicação e sinalização;
c. Oferece tecnologia assistiva (TA);
d. Adequa e produz materiais didáticos e pedagógicos, tendo em vista as necessidades específicas dos alunos;
e. Acompanha o uso desses materiais e recursos em sala de aula, sem, contudo, interferir no ensino dos conteúdos curriculares.
8. AEE: quando e onde?
a. O AEE é realizado no período inverso ao da classe comum freqüentada pelo aluno;
b. Para maior benefício do aluno, esse serviço deve ser oferecido preferencialmente na própria escola que esse aluno freqüenta;
c. Há ainda a possibilidade de o AEE ser realizado em uma outra escola próxima ou em centros especializados em AEE, enquanto cada escola não tem o seu próprio serviço de AEE.
9. AEE em todas as etapas e modalidades da educação básica e do ensino superior
a. O AEE é organizado para suprir as necessidades de acesso ao conhecimento e à participação dos alunos com deficiência e dos demais que são público alvo da Educação Especial, nas turmas das escolas comuns;
b. Constitui oferta obrigatória dos sistemas de ensino, embora participar do AEE seja uma decisão do aluno e/ou de seus pais / responsáveis.
10. Conteúdos específicos da f ormação dos professores de AEE
a. LIBRAS
b. Língua Portuguesa para alunos com surdez
c. Sistema Braille
d. Informática aplicada à produção braille
e. Recursos tecnológicos e informática aplicada à deficiência visual(sintetizadores de voz, lupa eletrônica, magnificadores de tela para baixa visão)
f. Produção braille e adaptação de material impresso em tinta
g. Recursos ópticos e não ópticos para baixa visão.
h. Técnica de uso do sorobã
i. Adaptação de livros didáticos e de literatura para pessoas cegas
j. Avaliação funcional da visão
k. Orientação e mobilidade para pessoas cegas
l. Escrita cursiva, grafia do nome e assinatura em tinta para pessoas cegas
m. Tecnologia Assistiva: comunicação alternativa, informática acessível, materiais pedagógicos adaptados, mobiliário acessível.
n. Interpretação em LIBRAS
o. Instrutor de LIBRAS
p. Desenho universal
q. Comunicação para o aluno surdo-cego
r. Outras
11. Sala de Recursos Multifuncional
É um espaço organizado preferencialmente em escolas comuns das redes de ensino para a realização do AEE
12. O que pode ser aprendido nas salas de recursos multifuncionais?
Treinamento de recurso óptico Informática acessível Sistema Braille na máquina de escrever Língua Portuguesa escrita para pessoas com surdez Comunicação alternativa.
13. Centro de Apoio Pedagógico para Atendendimento às Pessoas com Deficiência Visual (CAP) O que é?
a. CAP é um centro com salas equipadas com computadores, impressora Braille e laser, fotocopiadora, gravador, circuito interno de TV, máquina de escrever em Braille.
b. Objetivo:
c. Produzir materiais didáticos e pedagógicos adequados aos alunos com cegueira e aos alunos com baixa visão .
14. AEE: produção de materiais Jogo cara a cara com texturas e contraste de cores Revisão do texto transcrito para o Braille Tesoura adaptada Material pedagógico para o ensino da Libras Livros didáticos e de literatura adaptados Pasta de comunicação
15. AEE: alguns equipamentos Impressora Braille Jogos com textura e contraste Cadeira de rodas Teclado adaptado Softwares para comunicação alternativa Acionadores
16. Importante O AEE tem objetivos e atividades que se diferenciam das realizadas em salas de aula de ensino comum. O AEE não é reforço escolar . A auxiliar de sala ou cuidadora não faz parte do quadro da Educação Especial, mas do Ensino Comum.
domingo, 7 de fevereiro de 2010
O PROFISSIONAL QUE TRABALHA COM AS DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM
A aprendizagem vai ocorrendo na estimulação do ambiente sobre o indivíduo maturo, onde, diante de uma situação/problema, se expressa uma mudança de comportamento, recebendo interferência de vários fatores – intelectual, psicomotor, físico, social e emocional. Enquanto transforma a realidade a sua volta, ele constrói a si mesmo, tecendo sua rede de saberes, a partir da qual irá interagir com o meio social, determinando suas ações, suas reações, enfim suas práticas sociais.
Desde o nascimento, o indivíduo faz parte de uma instituição social organizada – a família - e depois, ao longo da vida, integra outras instituições. Nessa interação vai se construindo uma rede de saberes, onde todos os membros da sociedade são parceiros possíveis, contribuindo cada um com seus conhecimentos, suas práticas, valores e crenças. Estas contribuições não são estáticas, se encontram em permanente mudança. Portanto, o conceito de rede de saberes constrói-se a partir do princípio de movimento, de articulação e de co-responsabilidade.
Nossa rede de conhecimentos vai se formando dentro de instituições e assim cada vez mais é necessário inserir a psicopedagogia para estudar como ocorrem as relações interpessoais nestes ambientes. Além da Escola, a Psicopedagogia está cada vez mais presente nos hospitais e empresas. Seu papel é analisar e assinalar os fatores que favorecem, intervêm ou prejudicam uma boa aprendizagem em uma instituição. Propõe e auxilia no desenvolvimento de projetos favoráveis às mudanças educacionais, visando evitar processos que conduzam as dificuldades da construção do conhecimento.
O Psicopedagogo é o profissional indicado para assessorar e esclarecer a escola a respeito de diversos aspectos do processo de ensino-aprendizagem e tem uma atuação preventiva. Na escola, o psicopedagogo poderá contribuir no esclarecimento de dificuldades de aprendizagem que não têm como causa apenas deficiências do aluno, mas que são consequências de problemas escolares, tais como:
Organização da instituição
Métodos de ensino
Relação professor/aluno
Linguagem do professor, dentre outros
Ele poderá atuar preventivamente junto aos professores:
Explicitando sobre habilidades, conceitos e princípios para que ocorra a aprendizagem
Trabalhando com a formação continuada dos professores
Na reflexão sobre currículos e projetos junto com a coordenação pedagógica
Atuando junto com a família/alunos que apresentam dificuldades de aprendizagem, apoiado em uma visão holística, levando-o a aprender a lidar com seu próprio modelo de aprendizagem, considerando que esses problemas podem ser derivados:
das suas estruturas cognitivas
de suas questões emocionais
da sua resistência em lidar com o novo
ou outra derivação que possa se apresentar.
Verônica P. López Gonçalves
Professora da Educação Infantil e do Curso Normal
Graduada em Pedagogia, pós-graduada em Psicopedagogia Clínico-Institucional
Desde o nascimento, o indivíduo faz parte de uma instituição social organizada – a família - e depois, ao longo da vida, integra outras instituições. Nessa interação vai se construindo uma rede de saberes, onde todos os membros da sociedade são parceiros possíveis, contribuindo cada um com seus conhecimentos, suas práticas, valores e crenças. Estas contribuições não são estáticas, se encontram em permanente mudança. Portanto, o conceito de rede de saberes constrói-se a partir do princípio de movimento, de articulação e de co-responsabilidade.
Nossa rede de conhecimentos vai se formando dentro de instituições e assim cada vez mais é necessário inserir a psicopedagogia para estudar como ocorrem as relações interpessoais nestes ambientes. Além da Escola, a Psicopedagogia está cada vez mais presente nos hospitais e empresas. Seu papel é analisar e assinalar os fatores que favorecem, intervêm ou prejudicam uma boa aprendizagem em uma instituição. Propõe e auxilia no desenvolvimento de projetos favoráveis às mudanças educacionais, visando evitar processos que conduzam as dificuldades da construção do conhecimento.
O Psicopedagogo é o profissional indicado para assessorar e esclarecer a escola a respeito de diversos aspectos do processo de ensino-aprendizagem e tem uma atuação preventiva. Na escola, o psicopedagogo poderá contribuir no esclarecimento de dificuldades de aprendizagem que não têm como causa apenas deficiências do aluno, mas que são consequências de problemas escolares, tais como:
Organização da instituição
Métodos de ensino
Relação professor/aluno
Linguagem do professor, dentre outros
Ele poderá atuar preventivamente junto aos professores:
Explicitando sobre habilidades, conceitos e princípios para que ocorra a aprendizagem
Trabalhando com a formação continuada dos professores
Na reflexão sobre currículos e projetos junto com a coordenação pedagógica
Atuando junto com a família/alunos que apresentam dificuldades de aprendizagem, apoiado em uma visão holística, levando-o a aprender a lidar com seu próprio modelo de aprendizagem, considerando que esses problemas podem ser derivados:
das suas estruturas cognitivas
de suas questões emocionais
da sua resistência em lidar com o novo
ou outra derivação que possa se apresentar.
Verônica P. López Gonçalves
Professora da Educação Infantil e do Curso Normal
Graduada em Pedagogia, pós-graduada em Psicopedagogia Clínico-Institucional
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Atividades para a Educação Infantil
SUGESTÕES DE ATIVIDADES PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL DA CRIANÇA COM DEFICIÊNCIA
• Explorar os objetos com mãos, pés, corpo, descobrindo sua textura e consistência
• Fazer uso de esquemas motores secundários: bater, puxar, sacudir, empurrar e levantar objetos de diferentes texturas e consistências
• Explorar os objetos, fazendo movimentos circulares com as mãos para reconhecer o formato e adquirir a noção do todo, associada à indicação visual
• Achar orifícios, detalhes, diferenças nos objetos, através da exploração visual ou tátil
• Oferecer objetos significativos como: talco, desodorante, xampu, embalagens, para reconhecimento e descoberta de uso e função
• Procurar objetos que caíram do lado, embaixo, na frente, atrás do corpo
• Propiciar experiências táteis e auditivas com objetos que façam o aluno sentir-se produtor do som ou do movimento: molas, canudos, bexigas
• Encaixar copos, latas, tampas, empilhar objetos de formatos e tamanhos diferentes, construir formas com esses objetos
• Oferecer objetos para reconhecimento e indicação do seu uso e função: telefone, escova, pente, sapato, carro, boneca, etc.
• Imitar ações e expressões
• Ajudar a descobrir as diferentes maneiras de usar os objetos. Por exemplo: colher serve para comer, sacola serve para colocar compras, brinquedos e roupas
• Explorar simultaneamente a forma, o tamanho e os detalhes dos objetos
• Vivenciar relações espaciais com o corpo e com objetos: entrar e sair de caixa, pneus, tubos
• Puxar, arrastar, empurrar objetos de tamanhos e peso diferentes
• Subir em caixas, cadeiras, mesa, banco, escadas, descobrindo as diferenças de altura, largura, profundidade
• Realizar movimentos atendendo ordens simples: abaixar, subir, pular
• Passar por dentro de arcos, de tubos, de cima para baixo, de baixo para cima, nomeando as posições
• Orientar-se em relação aos colegas: colocar-se à frente do colega na fila, às costas, ao lado
• Deslocar-se em direção ao som, em linha reta, fazendo o trajeto de ir e vir
• Posicionar-se em relação aos colegas, descobrindo pela voz, quem está perto e longe
• Descobrir objetos escondidos em diferentes posições, marcando com som quando está longe ou perto (está frio... está quente .... está esfriando.... está esquentando
• Orientar-se em relação a um objeto: colocar-se ao lado, dentro, fora, em cima
• Localizar e guardar objetos e brinquedos em armário
• Andar sobre cordas em linha reta: cordão de comprimentos diferentes
• Estabelecer sempre os mesmos horários e locais para a rotina desenvolvida, para que a criança possa antecipar, organizar-se e construir o mapa mental
• Vivenciar sequência de ações enfatizando o começo, o meio e o fim
• Andar em passos lentos/ rápidos com marcação rítmica do som
• Caminhar de acordo com duração de apito: curto/longo. Variar com tambor e chocalhos
• Descrever oralmente acontecimentos passados e futuros
• Realizar experiências enfatizando o antes e o depois
• Organizar caixas com sequência de atividades utilizando objetos que representam a ação que vai ser realizada, vivenciando o “agora, antes e depois”
• Familiarização da escola com sondagem do ambiente para identificar “pontos de referências e pistas”
• Utilizar brinquedos como pré-bengala (carrinho de boneca, cavalo de pau, raquete de tênis, etc) para localizar obstáculos
• Localizar janelas, portas e mobiliários da sala
• Caminhar entre os móveis e brinquedos em diferentes direções
• Caminhar no pátio, entre cordas paralelas, colocadas à altura da criança
• Caminhar entre obstáculos (construir caminhos, labirintos, com bloco de madeira, sacos de areia, etc)
• Informar ao aluno se as pessoas, os animais e os carros se aproximam ou se afastam do local comentando o que fazem
• Aproximar-se e afastar-se do aluno falando para que ele perceba se o professor ou colegas estão perto ou longe
• Sentir o calor do sol e os pingos da chuva
• Imitar movimentos e posições do corpo: caminhar, parar, abaixar, levantar, ajoelhar, engatinhar, flexionar braços, mãos e dedos
• Reconhecer objetos por semelhanças e diferenças, fazer pareação
• Separar massas, moedas, pedrinhas, descobrindo atributos semelhantes ou diferentes dos objetos
• Descrever as semelhanças entre os atributos
• Iniciar pequenas “coleções” com todas as crianças criando oportunidades de contagem
• Organizar “sacos surpresas” com objetos variados para que a criança verbalize os atributos desses objetos
• Fazer construções com objetos, sucatas grandes e pequenos
• Vestir e retirar roupas de bonecos de tamanhos diferentes
• Brincar com jogos simbólicos onde a criança vivencie várias situações do cotidiano mudando os papéis (feirinha, supermercado, escola, cabelereira, etc...)
• Preparar a mesa para o lanche, distribuindo os utensílios
• Preparar jogos como: memória com objetos e figuras (diferentes texturas)
• Realizar atividades que permitam à criança nomear objetos, pessoas, animais, plantas, etc...
• Participar de adivinhações simples ( o que é, o que é, através de pistas ou jogos orais)
• Criar histórias a partir de objetos concretos e fatos vividos e ajudar a criança a reproduzi-las
• Cantar músicas que descrevam ações e contenham gestos
• Planejar a rotina diária em conjunto, dando ênfase no que será feito ANTES e DEPOIS
• Fazer massinha de modelar
• Usando as mãos: passar manteiga no pão, torradas, descascar algumas frutas
• Descascar frutas e legumes e identificá-los através de atributos, semelhanças de tamanhos, cores, etc
• Identificar os diferentes tipos de alimentos durante a refeição
• Usar o guardanapo
• Identificar o direito e o avesso das roupas
• Lavar o rosto e pentear os cabelos
• Uso adequado do sanitário
• Aprender a assoar o nariz
• Brincar de tomar banho, ensaboar-se identificando as partes do corpo
• Abotoar e desabotoar botões, colchetes, primeiro em situações lúdicas como despir e vestir bonecos
• Brincadeiras de roda, jogos de tradições orais tais como: cantigas, parlendas, rimas, etc
• Brincadeiras de execução de ordens simples do tipo: O chefinho mandou colocar as mãos no pescoço, cotovelo, joelho, tornozelo, etc...
• Brincar de esconde-esconde onde a criança escondida será identificada por algumas pistas orais
• Jogos com rimas
• Elaborar brinquedos sonoros com sucatas, grãos, sementes
E na minha opinião:
- O professor pode indicar algumas destas sugestões para a família (uma forma de participação)
- Utilizar estas sugestões com as outras crianças (videntes), será gratificante para todos
- O professor pode pedir que as crianças auxiliem o deficiente visual em algumas atividades
A maioria dessas atividades foram extraídas do livro “O desenvolvimento Integral do portador de deficiência visual da Intervenção precoce a integração escolar" – Marilda Moraes Garcia Bruno
• Explorar os objetos com mãos, pés, corpo, descobrindo sua textura e consistência
• Fazer uso de esquemas motores secundários: bater, puxar, sacudir, empurrar e levantar objetos de diferentes texturas e consistências
• Explorar os objetos, fazendo movimentos circulares com as mãos para reconhecer o formato e adquirir a noção do todo, associada à indicação visual
• Achar orifícios, detalhes, diferenças nos objetos, através da exploração visual ou tátil
• Oferecer objetos significativos como: talco, desodorante, xampu, embalagens, para reconhecimento e descoberta de uso e função
• Procurar objetos que caíram do lado, embaixo, na frente, atrás do corpo
• Propiciar experiências táteis e auditivas com objetos que façam o aluno sentir-se produtor do som ou do movimento: molas, canudos, bexigas
• Encaixar copos, latas, tampas, empilhar objetos de formatos e tamanhos diferentes, construir formas com esses objetos
• Oferecer objetos para reconhecimento e indicação do seu uso e função: telefone, escova, pente, sapato, carro, boneca, etc.
• Imitar ações e expressões
• Ajudar a descobrir as diferentes maneiras de usar os objetos. Por exemplo: colher serve para comer, sacola serve para colocar compras, brinquedos e roupas
• Explorar simultaneamente a forma, o tamanho e os detalhes dos objetos
• Vivenciar relações espaciais com o corpo e com objetos: entrar e sair de caixa, pneus, tubos
• Puxar, arrastar, empurrar objetos de tamanhos e peso diferentes
• Subir em caixas, cadeiras, mesa, banco, escadas, descobrindo as diferenças de altura, largura, profundidade
• Realizar movimentos atendendo ordens simples: abaixar, subir, pular
• Passar por dentro de arcos, de tubos, de cima para baixo, de baixo para cima, nomeando as posições
• Orientar-se em relação aos colegas: colocar-se à frente do colega na fila, às costas, ao lado
• Deslocar-se em direção ao som, em linha reta, fazendo o trajeto de ir e vir
• Posicionar-se em relação aos colegas, descobrindo pela voz, quem está perto e longe
• Descobrir objetos escondidos em diferentes posições, marcando com som quando está longe ou perto (está frio... está quente .... está esfriando.... está esquentando
• Orientar-se em relação a um objeto: colocar-se ao lado, dentro, fora, em cima
• Localizar e guardar objetos e brinquedos em armário
• Andar sobre cordas em linha reta: cordão de comprimentos diferentes
• Estabelecer sempre os mesmos horários e locais para a rotina desenvolvida, para que a criança possa antecipar, organizar-se e construir o mapa mental
• Vivenciar sequência de ações enfatizando o começo, o meio e o fim
• Andar em passos lentos/ rápidos com marcação rítmica do som
• Caminhar de acordo com duração de apito: curto/longo. Variar com tambor e chocalhos
• Descrever oralmente acontecimentos passados e futuros
• Realizar experiências enfatizando o antes e o depois
• Organizar caixas com sequência de atividades utilizando objetos que representam a ação que vai ser realizada, vivenciando o “agora, antes e depois”
• Familiarização da escola com sondagem do ambiente para identificar “pontos de referências e pistas”
• Utilizar brinquedos como pré-bengala (carrinho de boneca, cavalo de pau, raquete de tênis, etc) para localizar obstáculos
• Localizar janelas, portas e mobiliários da sala
• Caminhar entre os móveis e brinquedos em diferentes direções
• Caminhar no pátio, entre cordas paralelas, colocadas à altura da criança
• Caminhar entre obstáculos (construir caminhos, labirintos, com bloco de madeira, sacos de areia, etc)
• Informar ao aluno se as pessoas, os animais e os carros se aproximam ou se afastam do local comentando o que fazem
• Aproximar-se e afastar-se do aluno falando para que ele perceba se o professor ou colegas estão perto ou longe
• Sentir o calor do sol e os pingos da chuva
• Imitar movimentos e posições do corpo: caminhar, parar, abaixar, levantar, ajoelhar, engatinhar, flexionar braços, mãos e dedos
• Reconhecer objetos por semelhanças e diferenças, fazer pareação
• Separar massas, moedas, pedrinhas, descobrindo atributos semelhantes ou diferentes dos objetos
• Descrever as semelhanças entre os atributos
• Iniciar pequenas “coleções” com todas as crianças criando oportunidades de contagem
• Organizar “sacos surpresas” com objetos variados para que a criança verbalize os atributos desses objetos
• Fazer construções com objetos, sucatas grandes e pequenos
• Vestir e retirar roupas de bonecos de tamanhos diferentes
• Brincar com jogos simbólicos onde a criança vivencie várias situações do cotidiano mudando os papéis (feirinha, supermercado, escola, cabelereira, etc...)
• Preparar a mesa para o lanche, distribuindo os utensílios
• Preparar jogos como: memória com objetos e figuras (diferentes texturas)
• Realizar atividades que permitam à criança nomear objetos, pessoas, animais, plantas, etc...
• Participar de adivinhações simples ( o que é, o que é, através de pistas ou jogos orais)
• Criar histórias a partir de objetos concretos e fatos vividos e ajudar a criança a reproduzi-las
• Cantar músicas que descrevam ações e contenham gestos
• Planejar a rotina diária em conjunto, dando ênfase no que será feito ANTES e DEPOIS
• Fazer massinha de modelar
• Usando as mãos: passar manteiga no pão, torradas, descascar algumas frutas
• Descascar frutas e legumes e identificá-los através de atributos, semelhanças de tamanhos, cores, etc
• Identificar os diferentes tipos de alimentos durante a refeição
• Usar o guardanapo
• Identificar o direito e o avesso das roupas
• Lavar o rosto e pentear os cabelos
• Uso adequado do sanitário
• Aprender a assoar o nariz
• Brincar de tomar banho, ensaboar-se identificando as partes do corpo
• Abotoar e desabotoar botões, colchetes, primeiro em situações lúdicas como despir e vestir bonecos
• Brincadeiras de roda, jogos de tradições orais tais como: cantigas, parlendas, rimas, etc
• Brincadeiras de execução de ordens simples do tipo: O chefinho mandou colocar as mãos no pescoço, cotovelo, joelho, tornozelo, etc...
• Brincar de esconde-esconde onde a criança escondida será identificada por algumas pistas orais
• Jogos com rimas
• Elaborar brinquedos sonoros com sucatas, grãos, sementes
E na minha opinião:
- O professor pode indicar algumas destas sugestões para a família (uma forma de participação)
- Utilizar estas sugestões com as outras crianças (videntes), será gratificante para todos
- O professor pode pedir que as crianças auxiliem o deficiente visual em algumas atividades
A maioria dessas atividades foram extraídas do livro “O desenvolvimento Integral do portador de deficiência visual da Intervenção precoce a integração escolar" – Marilda Moraes Garcia Bruno
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
A afetividade no processo escolar
Ao se refletir sobre o papel da afetividade na aprendizagem escolar, verifica-se que são muitos os fatores ligados a relação professor-aluno. O professor tem uma função muito importante e de grande responsabilidade dentro da escola, pois sua interação com o educando se reflete no desenvolvimento cognitivo. A aprendizagem se torna mais significativa quando o professor se relaciona com os alunos de modo afetivo. O educador precisa ser uma pessoa flexivel que compreenda as necessidades dos alunos.
É preciso que o educador proporcione um clima agradável para o processo ensino-aprendizagem estimulando seus educandos a pensarem, criarem e se relacionarem de forma harmoniosa e tranquila e transformando o espaço escolar em algo atraente e interessante, dando-lhe a capacidade de ampliar a construção de seu conhecimento.
O afeto faz parte do processo de aprender e do desenvolvimento humano; por isso, não há aprendizagem sem afetividade.
O educando que tem dificuldades de se concentrar, de se relacionar com outros, que não acredita em seus sentimentos e tem baixa auto-estima, consequentemente apresentará dificuldade na aprendizagem, logo se fechará num mundo só seu, por medo de expor o que está sentindo, por medo de errar.
É necessário apoiar a auto-estima dos educandos de modo que, se fracassarem no desempenho de alguma atividade, não se sintam completamente derrotados. O sucesso é muito importante, particularmente no início da aprendizagem.
Contudo, quando o educando chega a escola prejudicado emocionalmente, cabe ao educador criar um ambiente acolhedor e seguro, oportunizando a ele o relacionamento com outros e incentivando a agir com autonomia, demonstrar seus interesses e expressar seus sentimentos.
É preciso que o professor confie e acredite na capacidade do aluno. Elogios, incentivos e limites, quando transmitidos de forma sincera e afetiva, levam o educando a valorizar sua auto-estima, desenvolver sua autonomia e ter progresso na leitura e escrita.
Professor Moran/ECA/USP
http://www.eca.usp.br/prof/moran/afetividade.htm
É preciso que o educador proporcione um clima agradável para o processo ensino-aprendizagem estimulando seus educandos a pensarem, criarem e se relacionarem de forma harmoniosa e tranquila e transformando o espaço escolar em algo atraente e interessante, dando-lhe a capacidade de ampliar a construção de seu conhecimento.
O afeto faz parte do processo de aprender e do desenvolvimento humano; por isso, não há aprendizagem sem afetividade.
O educando que tem dificuldades de se concentrar, de se relacionar com outros, que não acredita em seus sentimentos e tem baixa auto-estima, consequentemente apresentará dificuldade na aprendizagem, logo se fechará num mundo só seu, por medo de expor o que está sentindo, por medo de errar.
É necessário apoiar a auto-estima dos educandos de modo que, se fracassarem no desempenho de alguma atividade, não se sintam completamente derrotados. O sucesso é muito importante, particularmente no início da aprendizagem.
Contudo, quando o educando chega a escola prejudicado emocionalmente, cabe ao educador criar um ambiente acolhedor e seguro, oportunizando a ele o relacionamento com outros e incentivando a agir com autonomia, demonstrar seus interesses e expressar seus sentimentos.
É preciso que o professor confie e acredite na capacidade do aluno. Elogios, incentivos e limites, quando transmitidos de forma sincera e afetiva, levam o educando a valorizar sua auto-estima, desenvolver sua autonomia e ter progresso na leitura e escrita.
Professor Moran/ECA/USP
http://www.eca.usp.br/prof/moran/afetividade.htm
Como descobrir casos de dislexia
A dislexia é um transtorno de leitura. A criança disléxica é um mau leitor, é capaz de ler, mas não é capaz d entender eficientemente o que lê.
A criança disléxica é inteligente, habilidosa em tarefas manuais, mas persiste um quadro de dificuldade de leitura por toda a vida.
Muitas vezes, a dificuldade no ensino na matemática de um disléxico está mais relacionada à compreensão do enunciado do que ao processo operatório.
Quando um professor se deparar com crianças inteligentes, saudáveis, mas com dificuldade de ler e entender o que lê, deve-se imediatamente investigar se há existência de casos de dislexia na família. Os indícios são sempre os mesmos: atrasos na aquisição da linguagem, atrasos na locomoção e problemas na dominância de conceitos de lateralidade.
Os disléxicos apresentam uma caligrafia muito defeituosa e demonstram confusões entre as letras com diferenças sutis, como a-o, h-n; confusões com letras de grafia similar como b-d, d-p, n-u ; confundem letras de sons parecidos como d-t, c-q costumam inverter sílabas como escrever "los" no lugar de "sol ou ainda omitir ou acrescentar letras à escrita de alguma palavra.
As frustrações acumuladas de uma criança disléxica pode conduzí-la a ter comportamentos anti-sociais.
A criança disléxica é inteligente, habilidosa em tarefas manuais, mas persiste um quadro de dificuldade de leitura por toda a vida.
Muitas vezes, a dificuldade no ensino na matemática de um disléxico está mais relacionada à compreensão do enunciado do que ao processo operatório.
Quando um professor se deparar com crianças inteligentes, saudáveis, mas com dificuldade de ler e entender o que lê, deve-se imediatamente investigar se há existência de casos de dislexia na família. Os indícios são sempre os mesmos: atrasos na aquisição da linguagem, atrasos na locomoção e problemas na dominância de conceitos de lateralidade.
Os disléxicos apresentam uma caligrafia muito defeituosa e demonstram confusões entre as letras com diferenças sutis, como a-o, h-n; confusões com letras de grafia similar como b-d, d-p, n-u ; confundem letras de sons parecidos como d-t, c-q costumam inverter sílabas como escrever "los" no lugar de "sol ou ainda omitir ou acrescentar letras à escrita de alguma palavra.
As frustrações acumuladas de uma criança disléxica pode conduzí-la a ter comportamentos anti-sociais.
sábado, 28 de novembro de 2009
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